Teresina é a única capital do Nordeste e a segunda do Brasil a cumprir a meta nacional por baixo índice de perdas de água - Geral
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Teresina é a única capital do Nordeste e a segunda do Brasil a cumprir a meta nacional por baixo índice de perdas de água

Resultado está ligado a investimentos e ações da subconcessionária Águas de Teresina, responsável pelos serviços de água e esgoto desde 2017


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Teresina é uma das duas únicas capitais brasileiras que cumprem o padrão de perdas de água estabelecido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). De acordo com o Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de informações em Saneamento (Sinisa 2023), apenas Goiânia e Teresina apresentaram índices inferiores ao limite de 25% previsto na portaria 490/2021. 

Com índice de 24,20%, a capital piauiense possui o segundo menor percentual entre os 100 maiores municípios do país, desempenho bem abaixo da média nacional de perdas na distribuição, que é de 39,52%.  

Para a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o desempenho de Teresina evidencia a importância da eficiência do abastecimento de água. “O destaque em perdas de água é extremamente importante porque demonstra eficiência no sistema de distribuição, especialmente em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, como secas e ondas de calor”, afirma a gestora. 

  
Teresina é a única capital do Nordeste a cumprir a meta nacional por baixo índice de perdas de água Divulgação
 
 
 

Segundo ela, quanto maiores as perdas, maior é a necessidade de captação de água nos rios, o que intensifica o estresse hídrico. “A redução das perdas contribui para a conservação do meio ambiente, diminui os custos operacionais e garante maior eficiência e regularidade no abastecimento de água, impactando diretamente a qualidade de vida da população”, completa Luana Pretto. 

O desempenho da capital piauiense é resultado de investimentos contínuos e de ações estratégicas voltadas à eficiência operacional, desenvolvidas pela Águas de Teresina, subconcessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário desde 2017. As iniciativas incluem monitoramento permanente da rede, controle de pressões, setorização do sistema e combate a vazamentos. Somente em 2025, a empresa realizou mais de 108 mil manutenções preventivas e corretivas, uma média de 301 serviços por dia, ou 12 por hora. 

  
No ranking é também a segunda do país Divulgação
 
 
 

Além dos avanços operacionais, Teresina também se destaca pelo volume de investimentos em saneamento básico. O investimento per capita no município foi de R$ 155,75.  O valor supera amplamente a média nacional de 130,05 por habitante e posiciona Teresina como capital nordestina que mais investe em saneamento básico. 

Reconhecimento nacional

 A evolução nos indicadores de perdas já rendeu reconhecimento nacional à capital do Piauí. Em 2025, Teresina recebeu o Prêmio “Casos de Sucesso”, promovido pelo Instituto Trata Brasil em parceria com o Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (Ceisa-FGV). A capital foi destaque na categoria “Evolução do Indicador de Perdas na Distribuição do Ranking do Saneamento 2025”, em razão da redução consistente das perdas de água.  

 A redução das perdas na distribuição contribui diretamente para a segurança hídrica, a sustentabilidade ambiental e a qualidade dos serviços oferecidos à população, reforçando o compromisso da Águas de Teresina com a modernização do saneamento básico e com o desenvolvimento da capital. 

Segundo o diretor executivo da Águas de Teresina, Rodrigo Lacerda, cada ponto percentual reduzido representa mais água chegando às residências e mais sustentabilidade para o sistema de abastecimento da capital. “Reduzir perdas de água é um desafio estrutural enfrentado por todo o país. Em Teresina, esse resultado é consequência de investimentos permanentes, monitoramento da rede, uso de tecnologias de controle e, principalmente, de uma gestão focada na eficiência e na melhoria do serviço prestado à população. Cada ponto percentual reduzido representa mais água chegando às casas das pessoas e mais sustentabilidade para o sistema”, destaca o gestor.

Fonte: Governo do Piauí


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