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A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) segue uma linha principal de investigação em torno do desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, apesar de não descartar outras possibilidades. Nesta segunda-feira (19/1), o delegado Edson Martins afirmou que a hipótese mais provável é de que as crianças se perderam na mata.

“Não descartamos nenhuma linha [de investigação]. Porém, a principal é que realmente se perderam na mata”, afirmou o delegado da PCMA.
A revelação da corporação retoma o enfoque no desaparecimento. Isabelle, de 6, e Michael, de 4, e Anderson Kauan, de 8, sumiram em 4 de janeiro, após pegarem um caminho alternativo em busca de um pé de maracujá.
Anderson Kauan, única criança encontrada até o momento, foi achado por um carroceiro em um matagal, a 4 km de distância do local em que sumiu, sem roupas e com sinais de fraqueza. Ele afirmou que os dois primos estavam mais à frente; entretanto, as crianças não foram encontradas.
A tese central de que as crianças se perderam no meio da mata coincide com os relatos de Anderson Kauan. O extenso matagal em Bacabal dificulta as buscas das equipes de resgate, que percorrem uma área de 3,2 mil km quadrados, além de dividirem a região em 45 quadrantes e refazerem a varredura.
Apesar de outras linhas de investigação não serem descartadas, o sequestro e a violência sexual perdem força, visto que o menino encontrado passou por exames periciais, sendo dispensada as chances de um abuso sexual, apesar de Anderson ser achado sem roupas.
A primeira criança encontrada ajudou a polícia
Anderson Kauan contou à polícia que, durante o percurso na mata, as crianças se perderam e se abrigaram em uma “casa caída”. O menino de 8 anos ainda descreveu que havia cadeira e colchão velhos nesse local, descrição que permitiu às forças de segurança acharem o refúgio temporário. Cães farejadores confirmaram que as crianças passaram pela cabana.
Segundo o delegado, o primo mais velho detalhou que a casa estava tão deteriorada que passaram a noite abrigados no pé de uma árvore. Esse teria sido o momento da separação entre Anderson, Isabelle e Michael, tendo em vista que os dois mais novos estavam extremamente cansados.
O delegado Edson detalhou que Anderson tem momentos de “apagão na memória” e não consegue descrever toda a situação. “Tem partes que ele não consegue situar onde estava no meio da mata, e também não sabe repassar muito bem o lapso temporal”, contou.
Fonte: Metrópoles