Policial lotado no Piauí é preso por suspeita de integrar esquema de fraude a concurso público em Pernambuco - Polícia
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Policial lotado no Piauí é preso por suspeita de integrar esquema de fraude a concurso público em Pernambuco

Carlos Henrique teria atuado de forma criminosa, segundo a polícia, na aplicação das provas do TJ-PE


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Um policial militar identificado como Carlos Henrique Iuri Gonçalves do Nascimento, vinculado ao 20º BPM  de Paulistana, ao Sul do Piauí, foi preso durante operações da Polícia Civil por suspeita de integrar uma quadrilha especializada em fraude a concursos públicos no estado do Pernambuco.

De acordo com a polícia, as investigações iniciaram em novembro do ano passado para identificar e desarticular o grupo criminoso que teria fraudado os certames do Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.

  

Policial lotado no Piauí é preso por suspeita de integrar esquema de fraude a concurso público em Pernambuco
Divulgação

   

O policial do Piauí teria atuado de forma criminosa na aplicação das provas do TJ-PE.  Nas duas operações, Kyma e Crivo, foram expedidos mais de 60 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e de prisão,  em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

As investigações identificaram que o esquema funcionava há mais de 10 anos. Alguns candidatos tinham acesso às respostas por meio de pontos eletrônicos e outros conseguiram levar os gabaritos para serem verificados durante as provas.

"Existia uma pessoa infiltrada na banca, como ordenadora, colaboradora ou de alguma forma trabalhando dentro dos locais de aplicação da prova, para poder capturar as imagens do conteúdo da prova, repassar para o líder da organização criminosa, que por sua vez distribuía aquelas questões para serem resolvidas por outras pessoas, que voltavam as respostas para o líder, que redistribuía para os chamados clientes, que são aquelas pessoas que compraram o gabarito", detalhou o delegado Júlio César.

Segundo as investigações, os candidatos chegavam a pagar pelas aprovações valores que podiam chegar a R$ 70 mil.  "Variava um pouco, dependia do nível de intimidade e proximidade com a liderança da organização criminosa, mas normalmente era pago a título de entrada, um valor para cobrir todo esse custo logístico e de equipamentos, que variava de dois a cinco mil reais e caso conseguisse ingressar no serviço público, pagaria algo em torno de 50 a 70 mil reais, a depender do cargo. Quanto maior a remuneração inicial do cargo, maior seria o valor a ser pago para a organização criminosa", concluiu.

Fonte: Portal A10+


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