Três homens, dentre eles funcionários de empresa, são indiciados por furto de pneus avaliados em R$ 12 mil em Teresina - Polícia
POLÍCIA

Três homens, dentre eles funcionários de empresa, são indiciados por furto de pneus avaliados em R$ 12 mil em Teresina

Inquérito apontou uso de cargo de confiança para facilitar o furto; crime aconteceu em novembro do ano passado


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A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu a investigação de um furto qualificado ocorrido na empresa Cacique Pneus Indústria e Comércio, que resultou no desaparecimento de oito pneus do estoque, causando um prejuízo estimado em R$ 12 mil. O caso foi apurado pelo 23º Distrito Policial. Três homens, sendo dois funcionários da empresa, foram indiciados. O caso aconteceu em novembro do ano passado.

As investigações apontam que o crime foi praticado com abuso de confiança e envolveu funcionários da empresa, além de terceiros. Imagens de câmeras de segurança mostram o funcionário Daniel da Silva carregando oito pneus em uma caminhonete dentro do pátio da empresa. 

Em depoimento à polícia, Daniel confessou que realizou a entrega dos pneus a um homem que conduzia o veículo, afirmando que agiu a mando de seu superior hierárquico, Irlan Victor Dias Leite, gestor do estoque de pneus remanufaturados. Ele também relatou ter recebido R$ 200 via Pix pelo serviço e apresentou o comprovante da transferência. Daniel ainda apontou a participação de Nonato Danilo Silva Aquino no esquema.

  

Três homens, dentre eles funcionários de empresa, são indiciados por furto de pneus avaliado em R$ 12 mil em Teresina
Reprodução

   

Irlan Victor Dias Leite foi interrogado e negou envolvimento no furto. No entanto, o avanço das diligências reuniu elementos que reforçaram as suspeitas sobre sua possível participação como articulador da ação.

Durante a apuração, a polícia ouviu o proprietário da caminhonete utilizada no transporte. Ele informou que apenas emprestou o veículo a Nonato Danilo Silva Aquino. A investigação não encontrou indícios de sua participação no crime, e ele foi descartado como suspeito.

Inicialmente, Nonato Danilo afirmou que teria sido contratado apenas para realizar um frete e que não sabia da origem ilícita dos pneus. Disse ainda que entregou a carga a um desconhecido e que não recebeu o valor combinado. Porém, em novo depoimento prestado em janeiro de 2026, apresentou mensagens e áudios de WhatsApp na tentativa de comprovar sua versão.

 

Inquérito apontou uso de cargo de confiança para facilitar o furto; crime aconteceu em novembro do ano passado
Reprodução

   

A análise do material revelou que as conversas ocorreram diretamente entre Nonato e Daniel, demonstrando que ambos agiram de forma conjunta para retirar os pneus da empresa. Os áudios foram transcritos em laudo investigativo, no qual os policiais concluíram que houve articulação criminosa, com menções a Irlan Victor Dias Leite como possível mentor do furto.

Segundo o laudo, embora Irlan não apareça diretamente nas conversas, ele é citado como a pessoa que “resolveria qualquer problema” caso o crime fosse descoberto, utilizando sua posição de chefia e conhecimento sobre o estoque. Representantes da empresa reconheceram a voz de Daniel nos áudios e confirmaram que as mensagens indicam claramente a negociação e a tentativa de encobrir o crime.

Ao final do inquérito, a Polícia Civil concluiu pela prática de furto qualificado, destacando a atuação coordenada dos envolvidos e o uso da confiança funcional para a subtração dos bens.

Fonte: Portal A10+


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