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A decisão do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski de deixar o governo Lula foi tomada ainda em novembro, logo após a operação no Rio de Janeiro. Incomodado com a sequência de críticas internas sobre a condução da segurança pública, o ex-integrante do STF começou naquele mês a preparar sua equipe para a saída.
O primeiro aviso de Lewandowski a Lula aconteceu no mês seguinte, em dezembro. E, apesar dos alertas, Lula esperava que a poeira baixasse e o ministro ficasse mais algum tempo no governo.

O ex-ministro, no entanto, quis acelerar a debandada, antecipou o fim das férias, e alegou como um dos motivos a necessidade de passar mais tempo com a família, especialmente os netos.
Quando a última reunião aconteceu, não havia mais clima para contê-lo. Aliás, apesar do ambiente respeitoso, aliados dos dois lados descrevem a reunião de despedida como “seca”, bem protocolar.
Ainda assim, na cerimônia de transferência de posse para a nomeação de Wellington César Lima e Silva como novo titular da pasta, Lula não deixou de tecer elogios e agradecer o trabalho realizado por Lewandowski.
“Quando eu chamei o companheiro Lewandowski para ser ministro da Justiça, tinha muita gente que dizia que ele estava em um grau muito superior para aceitar. Ele tinha deixado a Suprema Corte, onde tinha prestado um trabalho extraordinariamente respeitado pela sociedade brasileira e pelos juristas do mundo inteiro”, iniciou o presidente.
Fonte: R7