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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o veto do PL da Dosimetria, que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (8). A assinatura foi feita ao fim do discurso de Lula durante a cerimônia que marca os três anos desde os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O PL da Dosimetria foi aprovado pelo Congresso no fim do ano passado e reduziria as penas dos condenados pelos atos antidemocráticos. Um dos beneficiados seria Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão. No discurso, Lula não citou Bolsonaro em nenhum momento, mas ressaltou que a democracia venceu sobre aqueles que defendem regimes de exceção. “Eles foram derrotados, o Brasil e povo brasileiro venceu”, disse.

“Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparência e imparcialidade e condenados com base em provas robustas e não com ilegalidades em série, meras conficções e PowerPoints fajutos”, destacou.
Lula foi condenado em 2017 pela Justiça Federal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na época, ficou marcado o episódio da apresentação de um powerpoint pelo então procurador Deltan Dallagnol para ilustrar a denúncia contra Lula. Durante a apresentação, Dallagnol disse que tinha “convicção” de que o então ex-presidente era culpado. A frase viralizou. Em 2021, o STF anulou as condenações contra Lula por irregularidades durante a condução do processo.
8 de janeiro
A cerimônia não contou com a presença de representantes do STF e nem com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. A justificativa oficial dada ao presidente pelos dois foi a existência de compromissos já marcados. Contudo, uma das possíveis causas era a possibilidade do veto ao PL da Dosimetria durante a cerimônia.
Ao começar o discurso, Lula fez questão de cumprimentar nominalmente todos os presentes na cerimônia. “Vou ler a nominata em reconhecimento, porque sei que muitos estavam de férias”, destacou.
O presidente também fez questão de dizer que não é atrito com o Congresso e que o governo conseguiu aprovar tudo que precisava, mesmo sem ter maioria na Câmara e no Senado. “A democracia é a arte do impossível e a arte da convivência na diversidade”, disse.
Fonte: R7