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Durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (9), o governador reeleito Rafael Fonteles (PT) conversou com jornalistas sobre diversos temas de interesse local, além de projeções nacionais para o segundo turno da disputa presidencial. Entre eles, apontou os riscos de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial contra Lula.

Gabriel Paulino / CCOM
No âmbito estadual, Rafael respondeu a perguntas sobre temas como abastecimento de água, possíveis mudanças na estrutura de governo, papel do vice-governador eleito, Washington Bandeira, e investimentos em obras, entre outros assuntos. Na coletiva, Fonteles também confirmou que dará apoio à coordenação da campanha de Lula no 2º turno.
Equilíbrio fiscal
“Garantir o equilíbrio fiscal é premissa, que nós não podemos abrir mão. Mas, de maneira estruturada e em médio prazo, a gente consegue, possivelmente, fazer essa redução gradativa sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.”
Papel do vice-governador
“O Washington Bandeira, vice-governador eleito, eu já antecipo que ele vai ter um papel muito relevante no próximo mandato de coordenar os demais secretários, que serão anunciados em breve.”
Abastecimento de água
“Nós vamos continuar fazendo sistemas de poços, cisternas, sistemas de dessalinização na zona rural dispersa. O que é a zona rural dispersa? São os pequenos povoados. Povoados de 10 casas, 20 casas, 30 casas. Elas não estão na abrangência. Então, quem vai continuar fazendo os investimentos nessa área é o poder público. Então, a prioridade é antecipar os investimentos da concessionária e os investimentos do poder público, tanto os estaduais quanto os federais.”
Mudanças na estrutura de governo
“Eu sempre trabalho com muito planejamento, mas vou deixar para anunciar após o segundo turno das eleições, para que a equipe do próximo governo seja apresentada, bem como a transição que é necessária. Mesmo sendo um governo de reeleição, é natural que tenhamos algumas mudanças. Essa transição se fará necessária, mas será uma transição muito mais simples de ser feita, dado que é o mesmo grupo político que está governando o estado do Piauí, graças à decisão do povo e graças a Deus.”
Relacionamento com deputados estaduais
“Eu disse isso na minha primeira mensagem na Assembleia Legislativa no meu primeiro ano de governo, que os deputados são eleitos pelo povo assim como eu fui. A diferença é porque eles são colegiados. Enquanto o governador é apenas um, o Poder Legislativo é dividido em vários e possibilita, inclusive, uma representatividade até maior das regiões do Estado, dos segmentos sociais. E por isso que essa sincronia tem que ser fina. É algo que eu não abro mão. A estabilidade política é o principal para o desenvolvimento. Sem estabilidade política não há avanço no desenvolvimento social e econômico. Então essa é uma premissa.”
Temas nacionais
O governador também falou sobre o cenário nacional, abordando temas como o segundo turno da campanha presidencial, os riscos de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro, a abstenção de votos no primeiro turno, as parcerias com o Governo Federal e outros assuntos. Flávio terminou a eleição à frente de Lula e, segundo pesquisa Datafolha, pode ser eleito presidente da República no próximo dia 25.
Riscos de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro
“O que o povo vai ter que avaliar e irá avaliar é sobre os riscos de uma eventual vitória que não vai acontecer no candidato adversário. Então, isso é muito importante, saber o que está em jogo, porque é uma eleição plebiscitária.”
“E o que é que vai trazer aos riscos da vitória, que não vai acontecer, do candidato adversário? Que risco, senhores? Fácil calcular, porque o pai do candidato adversário foi o presidente. Então não há muita novidade nisso. Então, o que é que vai ter? Vai ter mais liberação de armamento para outras pessoas? Isso vai ou não vai acontecer? Tem que dizer.”

Fonte: Portal A10+