Atualizada às 12h58
A Polícia Civil tenta esclarecer quem ordenou e qual foi a motivação do assassinato da garota de programa Ellen Camila Alves de Souza, de 22 anos, morta a tiros dentro de uma residência no bairro Madre Tereza, zona Leste de Teresina.
Segundo a investigação, Ellen estava com o namorado e outras pessoas quando dois homens chegaram em uma motocicleta e tentaram atirar contra o grupo. A arma teria falhado e os suspeitos deixaram o local, mas retornaram pouco depois. Ellen correu para um quarto, onde acabou atingida pelos disparos. O namorado também foi baleado.
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Horas antes do crime, a jovem teria discutido com duas mulheres. O episódio passou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para saber se existe alguma relação com o assassinato.
A polícia também apura uma possível ligação da vítima e de outras pessoas envolvidas com uma facção criminosa. Ellen já havia sido presa por roubo e utilizado tornozeleira eletrônica. Segundo informações repassadas à polícia, ela também trabalhava como garota de programa e teria viajado para outras cidades para atender clientes.
Durante as diligências, os policiais chegaram a três suspeitos: dois adultos e um adolescente de 17 anos. Com o grupo, foi apreendido um revólver calibre .38, além de aparelhos celulares.
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A arma será submetida a exame de microcomparação balística para verificar se foi utilizada na morte de Ellen. Segundo a polícia, nenhum estojo de munição foi encontrado no local do homicídio, o que levanta a possibilidade de que os disparos tenham sido feitos com um revólver.
Um dos adultos, identificado como Joesley Araújo dos Santos, foi autuado por homicídio qualificado, organização criminosa, corrupção de menores, receptação e posse ilegal de arma. Ele também já era investigado por outros homicídios e tinha contra si um mandado de prisão temporária.
O adolescente, segundo a própria declaração, já teria sido conduzido cerca de 19 vezes por atos infracionais. A informação ainda deverá ser verificada pela polícia. Ele também estaria foragido de uma unidade do sistema socioeducativo.
Polícia investiga possível relação com facção
A principal linha de investigação é descobrir se o assassinato teve relação com uma disputa ou determinação de integrantes de uma facção criminosa ou se o crime foi motivado pela discussão ocorrida horas antes.
A polícia também apura o histórico de Ellen e uma possível ligação dela com o PCC.
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Outro ponto que deverá ser esclarecido pela perícia é se Ellen estava grávida. A possibilidade foi levantada durante a investigação, mas ainda não foi confirmada. Exames deverão apontar se a vítima esperava um filho.
O DHPP continua com as diligências para identificar outros envolvidos, esclarecer a autoria intelectual e determinar a verdadeira motivação do assassinato.