Atualizado às 12h34
O delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concedeu entrevista à TV Antena 10 e ao A10+ na manhã desta quinta-feira (26) e deu detalhes sobre o caso do homem encontrado morto dentro do Hospital Areolino de Abreu durante a madrugada. A vítima foi identificada como Pedro Araújo da Silva, de 29 anos. Dois suspeitos do crime foram detidos pela polícia e prestarão esclarecimentos acerca do caso.
Durante a entrevista, o delegado disse que a vítima foi encontrada com os pés e mãos amarrados e com um tecido e uma sacola na cabeça. Duas pessoas são apontadas como suspeitas pelo crime, sendo que um alegou ter sido o autor e afirmou que mataria a vítima novamente.
"Na ocasião foram identificados outros dois pacientes [suspeitos], sendo que um deles disse que matou e mataria novamente, então ele já se acusou no momento como autor do homicídio. Essa vítima, o Pedro, ela estava com os pés e irmãos amarrados, estava com a cabeça em volta num tecido, havia também uma sacola. Vamos verificar onde é que esses pacientes deveriam estar, se era realmente naquele local, como eles conseguiram esse material e qual a situação de cada um, se estavam internados por uma questão de ordem judicial, pela família que conseguiu internação, qual o transtorno mental de cada um, vamos verificar isso tudo ao longo da investigação", detalhou.
A polícia agora apura se a vítima e os suspeitos teriam tido alguma discussão anteriormente. "Vamos procurar esclarecer se essa vítima era ameaçada pelos pacientes, se houve algum tipo de atrito anterior, uma briga, algo assim, o que teria motivado esses pacientes ou esses pacientes a matarem essa vítima, tudo isso vamos tentar esclarecer ao longo da investigação", finalizou.
CRM-PI vistoria Areolino de Abreu
Após o caso, o Conselho Regional de Medicina afirmou fez uma vistoria nas dependências do hospital e constatou que o local conta com pouca segurança e péssimas condições estruturais. O presidente do CRM-PI disse que a Sesapi será notificada.
“Nós constatamos que o Hospital está com obras de reforma paradas e com de execução de apenas 25%. A unidade se encontra em péssimas condições estruturais, sem segurança armada, contando apenas com segurança patrimonial e agentes auxiliares, que atendem aos pacientes. Vamos notificar a Secretarial de Saúde do Estado e solicitar providências, para que haja mais segurança para os médicos, demais profissionais de saúde e para os pacientes”, disse.