O delegado Roni Silveira deu mais detalhes nesta segunda-feira (12) sobre a prisão de Fabiano, suspeito de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes bancários. O grupo criminoso atuava principalmente em caixas eletrônicos, utilizando um dispositivo artesanal para reter cartões das vítimas e, posteriormente, obter dados pessoais e financeiros.
De acordo com as investigações, o esquema consistia na instalação de um objeto acoplado à entrada do caixa eletrônico. O dispositivo impedia a devolução do cartão após a tentativa de saque ou operação bancária, fazendo com que a vítima acreditasse que o equipamento estivesse com defeito.
O delegado Roni Silveira, responsável pelo caso, explicou como funcionava a ação da quadrilha e de que forma as vítimas eram enganadas.
“A atuação desse grupo consistia em acoplar um dispositivo sem qualquer tecnologia em caixas eletrônicos. Era uma espécie de capa que se passava pela entrada original e, quando a vítima inseria o cartão, ele era absorvido pelo equipamento. Não havia captação de dados; o dispositivo apenas se passava pela entrada original do caixa eletrônico. A partir do momento em que o cartão ficava travado, um dos membros da quadrilha se aproximava e oferecia ajuda. Ele dizia que o cartão estava travado e que era necessário ligar para o atendimento do banco. Era feita uma ligação para um número que se passava pelo atendimento bancário e, nesse momento, a vítima era induzida a fornecer seus dados pessoais”, disse o delegado Roni Silveira à TV Antena 10.
Ainda segundo o delegado, Fabiano possui um extenso histórico criminal e já foi preso diversas vezes, inclusive em outros estados do país. Natural de São Bernardo do Campo (SP), ele responde a processos no Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, entre outros estados.
Durante depoimento, o suspeito chegou a afirmar que não sabe ao certo quantas vezes já foi preso. Ele também confessou que atua nesse tipo de crime há muitos anos, desde a juventude.
Após obter os dados das vítimas, a quadrilha realizava compras utilizando o cartão de débito. Os produtos adquiridos de forma fraudulenta eram posteriormente revendidos, gerando lucro para o grupo criminoso.
Fabiano permanece à disposição da Justiça, e as investigações seguem para identificar e prender outros integrantes da quadrilha.