A Polícia Civil do Piauí (PCPI) divulgou novas informações à TV Antena 10 sobre a morte de Alexandre José da Silva Júnior, de 27 anos, assassinado com vários disparos de arma de fogo na região do bairro Porto Alegre, na zona Sul de Teresina, na madrugada desta quarta-feira (29). As investigações apontam que o crime pode ter sido uma execução relacionada à atuação de facções criminosas.
O delegado Danúbio Dias informou à TV Antena 10 que a equipe foi acionada durante a madrugada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima já sem vida. Segundo ele, Alexandre apresentava diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e alguns objetos encontrados na cena do crime também chamaram a atenção dos investigadores.
"O departamento foi acionado na madrugada de hoje com a informação de que teria ocorrido um homicídio na região do bairro Brasilar, no Grande Porto Alegre. A equipe se deslocou para o local e encontrou a vítima em óbito. A vítima apresentava cinco ferimentos por arma de fogo nas regiões do tórax e da cabeça. Naquele momento, ela estava usando uma balaclava na cabeça e, próximo ao corpo, havia um capacete. Segundo informações, a vítima trabalhava como moto Uber", afirmou o delegado Danúbio Dias.
Durante a investigação, a Polícia Civil constatou que Alexandre já era alvo de uma apuração conduzida pelo Departamento de Roubo e Furto de Veículos (DRFV). Além disso, familiares relataram que ele enfrentava problemas relacionados ao uso de entorpecentes e que vinha sendo ameaçado de morte após o cumprimento de um mandado de busca em sua residência.
"O departamento obteve informações de que o Departamento de Roubo e Furto de Veículos já havia dado cumprimento a um mandado de busca na residência da vítima. Isso é um indicativo de que a vítima estava sendo investigada por roubo e furto de veículos. Os familiares relatam que a vítima tinha problemas com o uso abusivo de entorpecentes e há a possibilidade de que se trate de uma execução, já que, após o cumprimento dessa busca pelo Departamento de Roubo e Furto de Veículos, a vítima vinha recebendo ameaças de morte de uma facção criminosa", disse Danúbio Dias.
A principal linha de investigação é de que o homicídio tenha sido motivado por conflitos envolvendo organizações criminosas. A polícia agora busca esclarecer se Alexandre possuía vínculo com a facção que o ameaçava ou com um grupo rival.
"O departamento vai tentar verificar se a vítima possuía ou não alguma relação com essa facção ou com alguma outra facção rival. Mas os indícios apontam claramente para uma execução", relatou.
O pai de Alexandre José da Silva Júnior confirmou à Polícia Civil que o filho seria integrante de uma facção criminosa. Ele ainda afirmou que Alexandre chegou a integrar o Exército Brasileiro, mas foi expulso há sete anos.