A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu a investigação sobre o assassinato de Aécio Silva Rodrigues, de 37 anos, encontrado morto na localidade Água Boa, na zona rural, na divisa entre os municípios de Curralinhos e Nazária. O crime ocorreu no dia 12 de abril, mas o corpo da vítima só foi localizado três dias depois, em 15 de abril.
As investigações apontaram que Aécio saiu para uma caçada acompanhado de dois homens identificados como Décio da Silva Oliveira e Sábio Viveiros. Os dois retornaram para a comunidade sem a vítima e, após o avanço das diligências, acabaram presos por suspeita de participação no homicídio. O delegado Danúbio Dias explicou como a investigação teve início e detalhou as circunstâncias em que o corpo da vítima foi encontrado.
"O departamento foi finalizar uma investigação que foi repassada ao Departamento de Homicídios no mês de abril, isso em razão do encontro do cadáver da vítima Aécio, com 37 anos. Ele foi encontrado sem vida na zona rural, no limite entre Curralinhos e Nazária, na Fazenda Água Boa, e o corpo se encontrava com um ferimento de arma de fogo no pescoço. E ele saiu para caçar com dois indivíduos três dias antes do dia 15 de abril, portanto no dia 12; os dois retornaram e a vítima, não. E, três dias depois, a vítima foi encontrada, como eu disse, com esse ferimento por arma de fogo", explicou o delegado Danúbio Dias à TV Antena 10.
Durante a apuração, a Polícia Civil reuniu elementos que comprovaram a participação dos dois suspeitos no crime. Além disso, durante o cumprimento dos mandados de prisão, os investigadores apreenderam drogas, o que reforçou a principal linha investigativa, que diz que o homicídio teria sido motivado por uma dívida relacionada ao tráfico de entorpecentes.
"A investigação avançou, comprovamos o envolvimento desses dois indivíduos. Agora, no dia 15 de julho, nós demos cumprimento a dois mandados de prisão contra esses dois indivíduos que saíram com a vítima para caçar. Durante as prisões, apreendemos uma quantia razoável de crack e maconha, o que comprovou a motivação do crime, já que a investigação apontava que esses indivíduos tinham uma dívida de droga com a vítima. As informações eram de que a vítima repassava droga para esses indivíduos e, em seguida, eles comercializavam esse entorpecente na região. O departamento encontrou crack e maconha embalados e prontos para comercialização", disse o delegado.
A equipe retornou à região do crime para verificar os álibis apresentados pelos suspeitos durante os interrogatórios. Segundo o delegado, testemunhas desmentiram a versão apresentada pelos investigados.
"Esses indivíduos estão presos. A prisão em flagrante de um deles por tráfico foi convertida em prisão preventiva. Ontem o departamento passou o dia na zona rural de Curralinhos a fim de comprovarmos ou não os álibis que eles apresentaram na ocasião do interrogatório e, ontem, as testemunhas ouvidas negaram veementemente que estiveram com esses dois indivíduos no dia do crime. Eles foram vistos antes [do crime] e somente foram vistos à noite, provavelmente já após executarem a vítima. Depois, os dois retornaram para a comunidade e interagiram com os demais membros da comunidade para ter o argumento de que estavam com os seus vizinhos e não com a vítima, mas o departamento ontem eliminou esses álibis apresentados por eles", contou.
Com a investigação praticamente encerrada, a Polícia Civil informou que o relatório final será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público nos próximos dias. "Hoje ou amanhã vamos apresentar um relatório final dessas diligências, dessas investigações. Eles continuam presos e vão permanecer presos".