Atualizada às 13h26
Familiares das vítimas do acidente automobilístico ocorrido no último domingo (1º), em Timon (MA), cobraram respostas das autoridades e pediram justiça durante entrevista à TV Antena 10 e A10+, nesta quarta-feira (04). Um dos veículos pegou fogo após a colisão frontal, provocando a morte de um casal e de uma criança de sete anos, que tiveram os corpos carbonizados.
O motorista não prestou socorro às vítimas e fugiu do local após o acidente. Segundo uma testemunha ocular, uma pessoa de porte físico forte foi vista saindo do veículo. A Polícia Civil do Maranhão instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso e identificar o responsável.
Um investigador do 2º Distrito Policial informou aos familiares que a Polícia já tem informações sobre o proprietário do veículo. No entanto, ainda aguarda a coleta de depoimentos para concluir o inquérito e adotar as medidas cabíveis. A identidade de quem conduzia o carro no momento do acidente também é investigada. O proprietário teria afirmado que não estava ao volante e que não sabia quem havia pegado o veículo.
“A gente quer, pelo menos, saber quem é a pessoa responsável, né? Porque [ele] destruiu uma família toda, né? E não só nós, uma família, como a população toda está revoltada contra isso. A gente quer só justiça”, declarou Benedito, pai de uma das vítimas e avô da criança que morreu no acidente, à TV Antena 10.
Uma quarta vítima estava no veículo e foi levada inicialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Devido à gravidade do estado de saúde, a criança, de 11 anos, foi transferida para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Dona Francinete contou que a criança sofreu múltiplas fraturas e chegou ao hospital em estado grave. No entanto, a família recebeu notícias positivas sobre a evolução do quadro clínico do menino, que continua internado. “Está bem melhor, ainda está entubado, mas está reagindo, graças a Deus. E a gente espera justiça".
Afrânio Gomes, pai da mulher que morreu no acidente, afirmou estar revoltado com a falta de iniciativa das pessoas que estavam no local e, segundo ele, não se manifestaram para tentar salvar as vítimas.
“Essa é a nossa indignação. E a resposta da sociedade de um todo, que ninguém se manifestou, ninguém falou nada para nós. E a dor vai continuar para o resto da vida. É algo que a gente nunca vai esquecer em nossas vidas”, relatou.
Afrânio disse acreditar na integridade da Polícia e na resolução do caso, apesar da falta de informações repassadas à família pelas autoridades. “A polícia sabe, eu tenho certeza que, na hora que eles quiserem, vão revelar, vão trazer uma resposta para as famílias”, afirmou.
Ele também contou que, diante do sofrimento causado pela perda, os familiares precisarão de acompanhamento psicológico. A irmã mais velha, Laila Vitória, relatou, emocionada, que a falta de socorro por parte do motorista poderia ter evitado as mortes do casal e da criança.
“Ele tava na hora. Olha, se ele tivesse descido do carro para ajudar, dava tempo de ter salvado”, afirmou.
Ela disse sentir tristeza e revolta diante da falta de informações sobre o caso. “Ninguém tem resposta, ninguém sabe quem é o culpado, ninguém sabe. Eu acho que até sabe, sei lá, mas não fecha esse inquérito logo”, desabafou.
O caso está sendo investigado pelo 2º Distrito Policial de Timon. Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil do Maranhão não havia se pronunciado sobre o caso.