Antônio Paulo de Abreu, baleado no ombro ao tentar defender o irmão que estava sendo agredido por motorista de aplicativo, cobrou por justiça e deu detalhes do caso em entrevista à TV Antena 10 e ao A10+, na manhã desta segunda-feira (13). O atirador, segundo a polícia, possui histórico criminal.
Ele afirmou que, ao se deparar com o irmão com o rosto ensanguentado, saiu de casa e foi em direção ao condutor para colher mais informações e tirar foto da placa. No momento, o momento deu a ré no carro e, de dentro do veículo, efetuou o disparo.
"Meu irmão entrou em casa todo ensanguentado e desmaiou bem no chão. Sem saber o que era aquilo, abri o portão e eu só vi um motorista de aplicativo saindo. Fui tentar falar com ele, pedir explicação do porquê ele tinha agredido meu irmão daquela forma. Eu fui tirar uma foto da placa do carro dele, ele deu uma ré para me atropelar, eu saí do meio do carro, e eu só vi o fogo da arma, na hora que ele me deu um tiro. Não falou comigo de jeito nenhum. Eu só queria saber o que era aquilo, se era pagamento, se era demora. Se fosse pagamento, a gente pagaria", afirmou.
O homem foi socorrido e encaminhado ao atendimento médico. A bala ficou alojada e deverá ser removida daqui a 15 dias. O delegado Francisco Costa, o Barêtta, afirmou que condutor foi identificado como Adson Madeira de Carvalho, que tem passagem por roubo a mão armada de um veículo, no ano de 1997.
"Esse indivíduo que se diz um pseudomotorista de aplicativo já tem passagem pela polícia, pela justiça, responde a um processo criminal grave, por roubo à mão armada, inclusive por roubo de carro. É um indivíduo de alta periculosidade. Infelizmente, essas plataformas, eu acredito que não estão agindo de forma correta. Tinham que fazer um verdadeiro pente fino, pedindo documentação e informações aos órgãos de segurança. Ele já está identificado, nós estamos fazendo diligências, no sentido de prendê-lo ainda em flagrante delito. Ele será ouvido e indiciado no crime de tentativa de homicídio, ele atirou para matar, e também pelo espancamento que ele fez causando lesão corporal na outra pessoa", destacou.
Antônio criticou o fato de o homem ter um histórico criminal e atuar em uma plataforma de aplicativos.
"Como é que uma empresa de aplicativo aceita uma pessoa que tem um histórico de crime, qualquer pessoa é admitida na empresa. Como é que um aplicativo aceita um homem desse para trabalhar com o público ainda e a pessoa anda armada? Eu quero justiça, e não é só por mim, é por todas as pessoas. Inclusive, por todos os motoristas de aplicativo porque nem todos têm culpa do que um fez", concluiu.