Antônio Gessé Pereira foi condenado a 31 anos de prisão pelo feminicídio de Sandra Vieira de Oliveira, morta após ser empurrada em direção a um caminhão durante uma discussão. O caso aconteceu em janeiro de 2025 na zona rural de Castelo do Piauí e foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Segundo as investigações, a morte não teria sido provocada por um acidente, mas resultado de uma ação intencional. Durante o julgamento, as provas apresentadas no processo foram analisadas pelos jurados que reconheceram a responsabilidade de Antônio Gessé pela morte da vítima.
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Além do feminicídio, o Tribunal do Júri considerou as circunstâncias qualificadoras apontadas no processo, como emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Após a condenação, a defesa de Antônio Gessé Pereira informou que pretende recorrer da decisão. Os advogados sustentam que não haveria provas suficientes para comprovar a prática do crime. Com o recurso, o caso poderá ser novamente analisado pela Justiça do Piauí.
Relacionamento conturbado
Na ocasião do crime, os peritos encontraram no local uma chinela do suspeito próxima ao corpo da vítima. “Testemunhas afirmaram que houve uma briga, seguida de agressões físicas, e que ele empurrou Sandra de forma deliberada na direção do caminhão. Esse ato foi a causa direta da morte”, disse o delegado Laécio Pontes à época.
Jessé, que inicialmente negou sua presença no local do crime, chegou a se apresentar à polícia dias depois do ocorrido. Naquela ocasião, sua prisão preventiva foi negada, com a alegação de que o atropelamento teria sido acidental. No entanto, novos elementos surgiram nas investigações, como o histórico de violência doméstica, depoimentos de testemunhas e a tentativa de suborno por parte de familiares do suspeito, o que fortaleceu a acusação.
“Há indícios fortes de que familiares de Jessé tentaram subornar testemunhas, oferecendo dinheiro e assistência jurídica para que se recusassem a depor”, detalhou o delegado.
O relacionamento entre Sandra e Jessé já era marcado por episódios de agressões físicas. Em uma situação anterior, a vítima foi encontrada ferida às margens da mesma rodovia onde acabou sendo morta. Jessé Pereira foi preso cerca de 3 meses depois do caso.