Durante evento realizado em Teresina nesta sexta-feira (10), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil (MDS), Wellington Dias, abordou temas políticos e administrativos, incluindo a possibilidade de se licenciar do cargo para atuar na coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região Nordeste. Ao comentar sobre sua eventual participação direta na campanha eleitoral, Wellington Dias explicou que já se prepara para se afastar temporariamente das funções no governo, caso a decisão seja confirmada após as convenções partidárias.
"Quando for a partir da convenção, eu estou me preparando para ficar licenciado, afastado, durante o período das eleições, para me dedicar a essa missão de incorporar a coordenação. A coordenação tem os presidentes de partido e, a partir daí, a coordenação de várias áreas e regiões. Provavelmente, minha missão vai ser cuidar do Nordeste", disse o ministro.
O ministro também destacou ações do governo federal voltadas à população de baixa renda, com ênfase no programa conhecido como “Gás do Povo”. Segundo ele, há recursos assegurados para garantir o benefício em todo o país, além de medidas para evitar o aumento no preço do gás de cozinha.
"Primeiro lugar, dinheiro garantido para o Gás do Povo. O nosso ministério é quem coordena os pagamentos, R$ 4,7 bilhões. Estamos alcançando agora a totalidade dos municípios do Brasil. Para a maioria das pessoas, o gás é uma despesa a mais; para os mais pobres, o gás é 10% do que se precisa, e agora o presidente adotou medidas junto à Petrobras para não ter elevação de preço e, claro, não vamos permitir", explicou.
Outro ponto abordado por Wellington Dias foi a repercussão de vídeos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro durante agendas de pré-campanha no Nordeste. O parlamentar viralizou nas redes sociais ao aparecer dançando uma música em que faz referência a ser o “01”, apelido ligado ao fato de ser o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar o episódio, o ministro fez críticas e ressaltou a seriedade do processo eleitoral, afirmando que a população brasileira está atenta ao cenário político.
"O povo brasileiro sabe que é possível enganar muita gente por muito tempo, mas não é possível enganar a todo mundo por toda a vida; se Deus quiser, nós vamos manter o Brasil com democracia, soberania, e eleição é uma coisa muito séria. Quem quiser dançar, que dance, mas já vi muita gente com dancinha que depois também dançou", finalizou.