Uma operação das Polícias Civil e Militar resultou, nesta terça-feira (28), na prisão de uma mulher apontada como uma das principais lideranças do PCC no Piauí. Conhecida como “Iemanjá”, ela foi detida pela quarta vez, apenas cinco dias após deixar o sistema prisional.
A ação ocorreu de forma simultânea em quatro municípios: Teresina, Castelo do Piauí, São Raimundo Nonato e Paulistana. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão.
De acordo com a polícia, além da suspeita, o companheiro dela também foi preso em flagrante. Ele seria integrante da organização criminosa e exerceria função disciplinar dentro do grupo, com atuação na zona Norte de Teresina.
Segundo as investigações, Iemanjá já vinha sendo monitorada desde 2017, quando foi presa pela primeira vez, suspeita de envolvimento com a facção. À época, ela teria ligação com integrantes vindos de outros estados para fortalecer a atuação do grupo no Piauí. A polícia afirma ainda que ela chegou a ocupar posição de liderança dentro da organização.
Mesmo após passagens pelo sistema prisional e oportunidades de ressocialização, como participação em atividades de trabalho e estudo durante o período em que esteve presa, a suspeita voltou a se envolver com o crime após ganhar liberdade.
“Ela passou a integrar o grupo criminoso em 2017 e foi responsável por recepcionar, no estado do Piauí, um indivíduo conhecido como “Roubo a Cena”, vindo de São Paulo, enviado por uma célula da organização criminosa Primeiro Comando da Capital. A investigada havia deixado o sistema penitenciário no último dia 23 e voltou a ser presa durante essa operação deflagrada na data de hoje. Além dela, seu companheiro, conhecido como “8º Anjo”, também foi preso. Ele possui diversas passagens pelo sistema prisional”, explicou o delegado Charles Pessoa.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram o casal em uma residência já conhecida pelas autoridades. Ambos foram conduzidos para a sede do DRACO, em Teresina.
"Então, é uma pessoa que eu não acredito na ressocialização. Na verdade, ela é motivada diariamente pela situação criminosa, acredita que o PCC tem dado um determinado auxílio para ela, mas, na verdade, tem proporcionado cadeia. Esperamos que, agora, ela permaneça presa. Vamos buscar enquadrar, inclusive, na nova lei de facção criminosa, até porque ela exerce o papel de liderança e é uma pessoa que não demonstra interesse na ressocialização. Ela tem causado um mal muito grande. Saiu dia 23, já voltou novamente para o sistema penitenciário", completou o delegado Charles à TV Antena 10 e ao A10+.
A polícia destaca que a operação faz parte de uma estratégia de intensificação no combate às organizações criminosas, com ações não apenas na capital, mas também no interior do estado. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a atuação da facção na região.