(Atualizada às 14h55)
A TV Antena 10, afiliada à RECORD, realiza, nesta segunda-feira (21), um debate com os candidatos ao Governo do Piauí. O encontro é comandando pela apresentadora Beatriz Ribas. Participam: Elizeu Aguiar (Novo), Gisvaldo Oliveira (PSOL), Joel Rodrigues (PP), Lúcia Santos (PSDB) e Rafael Fonteles (PT).
O debate tem transmissão simultânea no canal 10.1, Youtube e A10mais.com. Na ocasião, candidatos poderão apresentar suas propostas e discutir temas de interesse da população, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, geração de emprego e desenvolvimento econômico, além de outros assuntos que fazem parte da realidade do estado.
Primeiro bloco
A10+/TV Antena10
No primeiro bloco, o candidato Joel Rodrigues (PP) foi sorteado a fazer a primeira pergunta e o candidato Gisvaldo Oliveira (PSOL) foi sorteado para responder. Joel iniciou com o tema Educação. Ele questionou qual a proposta de Gisvaldo na valorização do salário dos professores e do profissional de educação.
Gisvaldo respondeu criticando o atual governo sobre a atuação no âmbito educacional, destacando a necessidade de recomposição das perdas salariais dos trabalhadores da educação, questionou os dados do IDEB e também sobre as escolas de tempo integral.
Na réplica, o candidato Joel afirmou que alguns municípios pagam um salário digno aos trabalhadores da educação, enquanto o estado, segundo ele, não.
Na tréplica, o candidato Gisvaldo afirmou que nos primeiros dois anos da gestão iria realizar um concurso público para preencher vagas, que estariam vazias na educação pública básica e no ensino superior, que vai assumir o compromisso de cumprir integralmente os planos de cargos, carreiras e salários dos trabalhadores da educação básica e dos docentes da UESPI, e que vai cumprir também o que está no artigo 224 da Constituição Estadual, repassando 5% da receita oriunda de impostos do Estado para a Universidade Estadual do Piauí para que a comunidade universitária possa gerir com autonomia.
Dando sequência aos debate do candidatos ao governo do Piauí, Gisvaldo Oliveira (PSOL) foi sorteado a fazer uma pergunta a Rafael Fonteles (PT). Gisvaldo criticou o petista sobre as consequências ambientais de desmatamento e captação de recursos do rio Parnaíba. Ele também o questionou sobre por projetos como Hidrogênio Verde e mudanças na legislação ambiental.
Rafael Fonteles rebateu os questionamentos afirmando que o projeto de hidrogênio verde continua em desenvolvimento na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba. Segundo ele, o volume de água utilizado representaria 0,0001% da vazão do rio Parnaíba em direção ao oceano. Sobre o desmatamento, afirmou que os dados apresentados pelo adversário eram de 2024 e disse que os números atuais apontam redução de 50% no desmatamento ilegal.
Na tréplica, Gisvaldo voltou a criticar a política ambiental do governo e questionou o modelo de expansão dos empreendimentos de energia renovável no Sul do Piauí.
A terceira pergunta do primeiro bloco do debate da TV Antena 10 com os candidatos ao Governo do Piauí foi marcado por perguntas diretas sobre desenvolvimento, sustentabilidade e geração de renda. A candidata Lúcia Santos, do PSDB, questionou Joel Rodrigues, do Progressistas, sobre como pretende estimular a economia sem aumentar os desperdícios.
Na resposta, Joel Rodrigues direcionou o debate para a realidade da agricultura familiar e criticou a falta de estrutura para quem vive no campo. O candidato também criticou a concentração política no estado e defendeu a atração de investimentos como caminho para ampliar as oportunidades.
Entre as propostas apresentadas, Joel citou a qualificação profissional de acordo com as necessidades de cada região, além de incentivos, crédito e insumos para os produtores rurais.
Na quarta pergunta, o candidato Rafael Fonteles (PT) questionou à candidata Lúcia Santos (PSDB), se eleita, ela manteria os programas Casa Legal e o Orçamento Participativo Digital do Governo do Estado do Piauí.
Ela afirmou que os programas não possuem transparência, destacou que instituições sindicais não são ouvidas, especialmente, pelo OPA, e que vai resolver o problema da moradia, de maneira legal, atuando também no combate à grilagem de terra.
Na réplica, o candidato Rafael destacou que, caso seja reeleito, pretende ampliar os dois programas.
Na tréplica, Lúcia reforçou que dará direito à moradia e à participação popular no orçamento, mas de maneira legal, sem medidas eleitoreiras, com transparência e envolvendo instituições, o Tribunal de Justiça e o Registro de Imóveis.
Na sequência o candidato Elizeu Aguiar (Novo) fez uma pergunta à candidata Lúcia Santos (PSDB). Eliseu Aguiar questionou Lúcia Santos sobre quais seriam suas propostas para solucionar o problema do abastecimento de água no estado.
Na resposta, Lúcia Santos afirmou que uma das primeiras medidas seria revisar os contratos da concessionária responsável pelo abastecimento de água. A candidata criticou a privatização da Agespisa e disse que, na sua avaliação, o serviço teria piorado. A candidata afirmou que pretende mapear as regiões com problemas de abastecimento, identificar onde seria necessário ampliar a estrutura e construir adutoras para levar água a diferentes regiões do Piauí.
Na réplica, Eliseu Aguiar afirmou que também possui propostas para enfrentar a crise hídrica. O candidato citou uma adutora com extensão de aproximadamente 120 quilômetros, ligando a região de Parnaíba a Luís Correia e Cajueiro da Praia, e criticou o fato de, segundo ele, o sistema não estar funcionando adequadamente.
Na tréplica, Lúcia voltou a defender que o problema precisa ser enfrentado não apenas como uma questão de abastecimento, mas também como um obstáculo ao desenvolvimento econômico.
A última pergunta sobre políticas para pessoas com deficiência e neurodivergentes virou um dos principais momentos de confronto entre Rafael Fonteles (PT) e Eliseu Aguiar (NOVO) no debate para o Governo do Piauí. Rafael pediu três propostas específicas do adversário para a área, mas Eliseu passou a resposta para outros temas, como abastecimento de água e críticas à atual gestão.
Rafael havia questionado quais seriam as três principais propostas de Eliseu previstas no plano de governo para pessoas com deficiência e neurodivergentes.
Na resposta, Eliseu citou a ampliação dos Centros Integrados de Saúde (CIS), falou sobre a gestão da saúde e afirmou que pretende acabar com as Organizações Sociais (OSs). Em seguida, passou a abordar a falta de água no interior e apresentou uma proposta de adutora para atender 53 municípios.
Na réplica, Rafael voltou ao ponto da pergunta e provocou: “Eu pedi pelo menos três propostas. O candidato Eliseu não apresentou nem três, nem duas, nenhuma proposta para as pessoas com deficiência e as pessoas neurodivergentes.”
Rafael ainda classificou a resposta como “muita bravata e pouca proposta, muito ataque e ausência total de propostas”.
Na tréplica, Eliseu retomou as críticas à gestão de Rafael e citou o projeto Marrecas, em São Raimundo Nonato, como uma iniciativa que, segundo ele, poderia gerar cerca de 4 mil empregos. “O senhor não está tendo compromisso com esse estado. É muita falácia, é muita conversa, é muita propaganda”, afirmou Eliseu.
Segundo Bloco
No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas feitas por jornalistas da TV Antena 10 e do Portal A10+ com tema livre. A mediadora Beatriz Ribas sorteou um nome em uma urna para responder e em outra urna, foi retirado o nome de outro candidato para comentar.
O repórter Chico Filho iniciou perguntando sobre a segurança pública para o candidato, que foi sorteado, sobre como ele pretende integrar políticas sociais nas áreas mais vulneráveis e lidar com a superlotação nos presídios estaduais. O candidato sorteado a responder foi Joel Rodrigues e o candidato sorteado para comentar foi Elizeu Aguiar.
O candidato Joel defendeu a prevenção à violência por meio de educação de qualidade e de ações integradas nas áreas de esporte, cultura e lazer para jovens em situação de vulnerabilidade. Na segurança, propôs a contratação de 5 mil novos profissionais para as forças de segurança, maior presença policial nos bairros e investimentos em inteligência para combater o avanço das facções e do crime organizado. Ele também defendeu a ressocialização de detentos, com foco em políticas que vão além da ampliação do sistema prisional.
Elizeu Aguiar destacou o reforço da segurança nas divisas do Piauí, com a criação de barreiras policiais nas entradas e saídas do estado. Segundo ele, a medida seria necessária para dificultar a entrada e a circulação de veículos roubados, drogas e armas e combater o crime organizado.
Desenvolvimento humano também esteve em pauta durante o debate entre os candidatos ao Governo do Piauí. A pergunta, feita pela repórter Karine Rocha, levou Eliseu Aguiar (NOVO) a apresentar propostas voltadas principalmente para geração de emprego e renda.
Na resposta, Eliseu defendeu a redução gradual de impostos para atrair empresas e a criação de um programa de industrialização do estado. Segundo ele, a falta de oportunidades faz com que piauienses deixem o estado em busca de trabalho em outras regiões do país. O candidato também criticou a estrutura administrativa do governo estadual e questionou a relação entre o governador Rafael Fonteles e a Assembleia Legislativa.
Após a resposta de Eliseu, a candidata Lúcia Santos comentou o tema e também defendeu medidas para estimular a geração de empregos. Ela citou a redução de impostos, a desburocratização, a segurança jurídica e a capacitação profissional como estratégias para preparar a mão de obra piauiense para novas oportunidades.
Lúcia ainda relacionou os problemas de emprego e formação profissional aos desafios enfrentados pelos jovens e afirmou que a falta de oportunidades pode aumentar a vulnerabilidade ao crime organizado.