Uma idosa de 79 anos morreu após passar cerca de 20 dias à espera de uma vaga de UTI no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A paciente, identificada como Mirtes, havia sofrido um AVC e estava internada no Hospital São Carlos Borromeu, sem acesso ao tratamento adequado para o caso.
Segundo a família, o quadro de saúde da idosa se agravou ao longo dos dias enquanto aguardava transferência para uma unidade com suporte especializado. Revoltados com a demora, familiares realizaram um protesto na frente do HUT na tarde de sexta-feira (10), cobrando urgência na liberação de um leito.
Idosa morre de AVC após esperar 20 dias por vaga de UTI em Teresina
TV Antena 10
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De acordo com o advogado da família, Alisson, a vaga para UTI só foi disponibilizada após a mobilização e a presença da imprensa, mas já era tarde. “Ontem só depois que a TV Antena 10 veio fazer imagens [...] foi que o hospital disponibilizou esse leito. Foi que o hospital conseguiu essa vaga. A família até comemorou quando a vaga saiu, algo que deveria ter acontecido há 20 dias. Infelizmente, ela não teve mais condições e faleceu antes da transferência”, disse.
Ainda segundo o advogado, a família deve acionar o Ministério Público para investigar possíveis falhas no sistema de regulação e outros casos semelhantes. “Existem vários pacientes em estado crítico esperando leitos e muitos acabam morrendo”, destacou.
Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) lamentou a morte da paciente e informou que ela aguardava transferência por meio da Central de Regulação. O órgão afirmou que a autorização foi emitida assim que surgiu disponibilidade de vaga, mas, devido à gravidade do quadro clínico, a idosa evoluiu a óbito antes que a transferência fosse realizada.
A FMS também ressaltou que o acesso aos leitos é organizado com base em critérios técnicos, considerando a gravidade de cada paciente e a disponibilidade na rede pública, que inclui unidades municipais, estaduais e federais.