Indicadores sociais mostram queda de 66% na extrema pobreza no Piauí, menor índice do Nordeste

Estado investiu mais de R$ 118 milhões em ações para redução da pobreza e diminuição das desigualdades.

O governador Rafael Fonteles apresentou, nesta quinta-feira (12), no Palácio de Karnak, o panorama atualizado dos indicadores sociais do Piauí, com dados que mostram avanços alcançados nos últimos anos na redução da pobreza, diminuição das desigualdades e na ampliação das políticas públicas em diversas áreas.

Entre os principais dados está a redução de 66% na extrema pobreza entre 2022 e 2024, considerando o rendimento domiciliar per capita inferior a R$ 218 por mês. O percentual da população nessa condição caiu para 4% em 2024, o menor do Nordeste.

  
Indicadores sociais mostram queda de 66% na extrema pobreza no Piauí, menor índice do Nordeste Gabriel Paulino / CCOM
 
 
 

O levantamento também apontou uma queda na redução da situação de pobreza, em 23%, que considera o rendimento domiciliar per capita inferior a R$ 694 por mês.

Ao destacar os números, o governador afirmou que o resultado é reflexo direto das políticas públicas de desenvolvimento social implementadas no estado. “Isso mostra que nossas políticas estão funcionando, mesmo sendo um estado de economia pequena, porque conseguimos distribuir melhor os recursos e cuidar de quem mais precisa, sem deixar ninguém para trás”, disse Rafael Fonteles.

Os investimentos também ampliaram o alcance da rede de proteção. Os Restaurantes Populares ultrapassaram 6.800 refeições ofertadas por dia e projetaram mais de 2,6 milhões de refeições entre 2023 e 2025. O Estado aplicou R$ 6,6 milhões em centros de acolhimento socioassistencial e R$ 6,2 milhões em centros socioeducativos, além de ampliar o cofinanciamento destinado aos municípios, saindo de R$ 6,2 milhões em 2023 para R$13.6 milhões em 2025.

O secretário do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Piauí, João de Deus, afirmou que o resultado é fruto da articulação entre União, Estado e municípios. Segundo ele, o Cadastro Único (CadÚnico) é essencial para identificar as famílias em situação de vulnerabilidade e direcionar as políticas públicas.

“O Bolsa Família injeta cerca de R$ 4 bilhões por ano na economia do Piauí, movimentando os municípios e garantindo renda para quem mais precisa”, destacou João de Deus, ressaltando ainda a atuação dos técnicos da assistência social e a prioridade dada às ações voltadas à primeira infância.

Os sistemas de incentivo do Estado, com a política de apoio à cultura, ao esporte, ao turismo e às ações de inclusão social, tiveram entre 2023 e 2025, mais de R$ 118 milhões de investimentos, contemplando mais de 1.500 projetos em todo o Piauí.

Proteção social e inclusão

Os dados apresentados também destacaram avanços nas políticas voltadas às pessoas com deficiência. O Centro de Atendimento às Pessoas com Autismo (Cetea) já soma mais de 12 mil atendimentos desde a sua inauguração, em julho de 2025, com investimento superior a R$ 5,8 milhões.

O Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) atendeu mais de 97 mil pessoas e distribuiu mais de 16 mil equipamentos como órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, entre 2023 e 2025. A inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho cresceu 17% entre 2022 e 2025.

Na juventude, o Piauí registrou a maior redução no percentual do Nordeste no índice de jovens que não estudam e não estão ocupados, passando de 27,7% em 2022 para 25,2% em 2024. O número representa mais de 21 mil jovens fora dessa condição. Entre 2023 e 2025, foram criadas mais de 48 mil oportunidades de bolsas, emprego e empreendedorismo, sendo mais de 20 mil apenas por meio do Programa Oportunidade Jovem.

Cultura e autonomia para as mulheres

Na cultura, o Sistema de Incentivo Estadual (Siec) investiu mais de R$ 60 milhões entre 2023 e 2025, contemplando mais de 940 projetos em todos os territórios de desenvolvimento. O estado também executou recursos da Lei Paulo Gustavo, alcançando posição de destaque nacional na execução dos investimentos culturais e ampliando o número de artistas e produtores beneficiados.

Já nas políticas para as mulheres, os dados mostraram o fortalecimento dos canais de denúncia e da rede de atendimento. Foram mais de 12 mil atendimentos registrados no protocolo “Ei Mermã, Não Se Cale”, além da ampliação dos Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs) que passaram de 36 em 2023 para 81 em 2025.

Programas de autonomia como o Investe Nelas, Fomento Mulher e Elas Empreendem também avançaram, com mais de 1.300 projetos contemplados e milhares de mulheres alcançadas por iniciativas de crédito, aceleração de negócios e qualificação.

Enfrentamento às drogas e reinserção social

Na política sobre drogas, o Estado ampliou o apoio às Comunidades Terapêuticas por meio do Sistema de Controle de Acolhimento e Reinserção (Sicar), acompanhando 33 comunidades.

Em 2025, foram realizados mais de 14 mil atendimentos em atividades de prevenção, com aumento de 15,85% nas ações desenvolvidas.
Também houve inserção de acolhidos no mercado de trabalho e ampliação das ações de saúde, com testagens realizadas em 100% das comunidades terapêuticas monitoradas.