Metade dos trabalhadores do Piauí estava na informalidade no fim de 2025, aponta pesquisa do IBGE

Estado fechou o 4º trimestre com 50,4% da força de trabalho informal, acima das médias do Nordeste e do Brasil, aponta a pesquisa

Segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Piauí encerrou o quarto trimestre de 2025 com 50,4% dos trabalhadores na informalidade, o equivalente a 676 mil pessoas. Na prática, metade da força de trabalho do estado estava sem vínculo formal.

Apesar do percentual elevado, houve queda em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 53% (724 mil pessoas). Na comparação com o quarto trimestre de 2024, a redução foi ainda maior: eram 748 mil informais, o que representava 55% da população ocupada.

  

Metade dos trabalhadores do Piauí estava na informalidade no fim de 2025, aponta pesquisa do IBGE
Divulgação

   

O maior grupo entre os informais no estado é o de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que somavam 311 mil pessoas no quarto trimestre de 2025, 23% dos ocupados. Em seguida aparecem os empregados do setor privado sem carteira assinada, que representam 19% da força de trabalho.

Entre os empregados domésticos sem carteira assinada, houve queda de 12,1% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2025, passando de 83 mil para 73 mil trabalhadores. Em relação ao mesmo período de 2024 (98 mil), a redução chega a 25%.

Já o número de empregados domésticos com carteira assinada permaneceu estável: 10 mil trabalhadores, sem variação trimestral ou anual.

Mesmo com a redução, o índice de informalidade do Piauí segue acima da média do Nordeste (49,7%) e bem superior à média nacional, que ficou em 37,6% no quarto trimestre de 2025.

No Brasil, os maiores contingentes de informais também são de conta própria sem CNPJ (19 milhões de pessoas, ou 18,6% dos ocupados) e empregados do setor privado sem carteira assinada (13,5 milhões, ou 13,2%). No cenário nacional e regional, não houve variações significativas nos percentuais em relação ao trimestre anterior nem na comparação anual.