Minha Casa, Minha Vida tem novos limites de renda e valor de imóveis aprovados

O teto de renda foi ampliado para até R$ 13 mil, no caso da faixa 4, e o preço máximo de imóvel para financiamento, para R$ 600 mil

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) aprovou em reunião nesta terça-feira (24) o aumento no limite de renda das famílias para as quatro faixas do programa Minha Casa, Minha Vida e do valor dos imóveis para as faixas 3 e 4.

A proposta, encaminhada pelo Ministério das Cidades, teve aprovação unânime e prevê reajuste em todas as faixas de renda familiar bruta mensal para financiar imóveis pelo programa.

  

Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida terá teto de renda de R$ 13 mil
Divulgação/ Zack Stencil/ MCID
   

E o limite de valor dos imóveis para as faixas 3 e 4 também teve reajuste. As faixas 1 e 2 já haviam sido alteradas em novembro de 2025.

A estimativa é que 87,5 mil famílias sejam beneficiadas com a mudança. A medida entrará em vigor após publicação no Diário Oficial da União.

Aumento do valor dos imóveis

Aumento no teto da renda

Para as faixas de renda familiar mensal

No programa, as faixas 1, 2 e 3 recebem subsídios do governo e juros mais baixos. Já a faixa 4, que é focada na classe média, tem condições especiais de financiamento, sem subsídio direto, mas com juros reduzidos e maior teto de valor de imóveis.

Como funciona o Minha Casa, Minha Vida

O valor máximo do imóvel depende da faixa de renda e do porte da cidade:

Faixas 1 e 2

Faixa 3

Faixa 4

Demanda

Para este ano, a meta do governo para o Minha Casa, Minha Vida é alcançar 3 milhões de unidades contratadas, o que reforça a demanda com a garantia de orçamento do FGTS.

O programa foi responsável por metade dos lançamentos do ano passado, o que impulsionou aumento de 10,6% do setor em 2025, com 453.005 unidades lançadas e valor geral de lançamento de R$ 292,3 bilhões, o maior índice da série histórica.

A mudança no teto dos valores da renda familiar é uma demanda do setor imobiliário. A projeção para este ano é de desempenho superior em relação a 2025, com a queda da taxa Selic, melhora das condições de crédito e orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS.