Diego Amancio da Silva foi condenado a 14 anos, 11 meses e 18 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e furto. Ele foi julgado pela morte de Manoel Alves Pereira Filho, ocorrida em fevereiro de 2023, na Cachoeira do Barro, localizada na divisa entre os municípios de Esperantina e Barras, interior do Piauí.
De acordo com as investigações, a vítima morreu por afogamento, o que levantou a suspeita de que tenha sido lançada na água ainda com vida. Após a prisão, o acusado confessou o crime e afirmou que havia discutido com Manoel momentos antes. Um dos elementos que contribuíram para a elucidação do caso foi uma fotografia tirada pelos dois na cachoeira e enviada pela vítima a uma amiga. A imagem só foi recebida quando o acusado chegou à cidade com o celular da vítima, que havia sido levado após o crime.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do homicídio, classificando-o como qualificado. Os jurados entenderam que o crime foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Também foi considerado o fato de o assassinato ter ocorrido em local ermo, o que dificultou a localização do corpo, prejudicou a prestação de socorro e facilitou a fuga do acusado.
A juíza Fernanda Marinho de Melo Magalhães Rocha, que presidiu a sessão, fixou a pena de 13 anos e nove meses de reclusão pelo homicídio qualificado. Além disso, Diego Amancio da Silva também foi condenado por furto. Segundo a denúncia, ele subtraiu objetos da vítima após o crime, aproveitando-se da impossibilidade de reação. Entre os itens levados estavam um aparelho celular, que chegou a ser utilizado pelo acusado, e uma caixa térmica, que ele tentou vender.
Por esse crime, a pena foi fixada em um ano, dois meses e 18 dias de reclusão. Somadas, as penas resultaram na condenação definitiva de 14 anos, 11 meses e 18 dias de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. O réu também foi condenado ao pagamento de 97 dias-multa.