A juíza Cássia Lage de Macedo determinou a prisão preventiva de Joyce Karla Lima Peres e Luiz Gonzaga Teixeira Neto, detidos durante operação no bairro Dagmar Mazza, zona Sul de Teresina. Eles foram flagrados com outras três pessoas na casa que pertence a Paulo Henrique Araújo de Moura, vulgo “Pompom”, alvo de várias outras ações policiais deflagradas no Piauí.
De acordo com a decisão, há indícios de que Joyce exerce papel de destaque nas atividades do grupo criminoso. Ela também possui procedimento criminal ainda em curso, que apura o crime de extorsão, em trâmite perante a 1ª Vara da Comarca de Altos, encontrando-se aguardando designação de audiência de instrução e julgamento.
"As circunstâncias do flagrante, aliadas à dinâmica dos fatos apurada pela equipe policial, indicam que sua atuação não se limita a participação periférica, mas revela posição relevante na organização e na gestão da atividade ilícita, contribuindo de forma efetiva para a manutenção e continuidade do tráfico de entorpecentes", afirmou.
A defesa da mulher ainda pediu prisão domiciliar por ela ter um filho de 12 anos de idade, o que foi descartado. A juíza determinou a adoção das providências necessárias para a saúde de Joyce, que faz uso contínuo de medicamento.
"A situação concreta evidencia a incidência de exceção à regra, ante a especial gravidade da conduta, a periculosidade evidenciada e o risco concreto de reiteração delitiva, razão pela qual não se mostra cabível a concessão da prisão domiciliar, devendo ser mantida a prisão preventiva em estabelecimento prisional adequado", destacou.
Sobre a prisão de Luís
A magistrada pontuou que o indivíduo estava sob medidas cautelares judiciais e que estava, novamente, envolvida em outras práticas delitivas. "Ressalte-se que o custodiado foi surpreendido em pleno contexto de flagrante delito, na posse direta ou sob sua guarda de substâncias ilícitas, circunstância que afasta a hipótese de fato isolado e evidencia a continuidade da atividade criminosa. Tais elementos demonstram que sua eventual soltura representaria risco concreto à ordem pública, haja vista sua inserção em ambiente criminoso ativo, com elevado potencial de persistência na prática delitiva, sobretudo considerando a natureza do crime de tráfico de drogas, cuja reiteração é facilitada pela liberdade do agente", concluiu.
Os demais presos Isac Emanuel Oliveira Viana, Caio Pablo Compasso Pereira, e Maria Cristina foram colocados em liberdade e deverão cumprir medidas cautelares.