Vereadora que foi presa pela PF após sacar R$ 500 mil é solta no Piauí; pagou fiança de R$ 20 mil

Em depoimento, parlamentar afirmou que o montante seria para a compra de um imóvel

A vereadora de Piripiri, Francinalva Coelho de Melo, a Nalvinha Melo, obteve liberdade provisória após decisão da Justiça durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (25/06). A parlamentar havia sido presa em flagrante pela Polícia Federal após sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária do município na tarde desta quarta-feira (24).

Na decisão, o magistrado homologou o auto de prisão em flagrante, mas concedeu a liberdade provisória mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 20 mil e o cumprimento de uma série de medidas cautelares.

  

Vereadora que foi presa pela PF após sacar R$ 500 mil é solta no Piauí; pagou fiança de R$ 20 mil
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Entre as determinações impostas pela Justiça, Nalvinha Melo deverá comparecer bimestralmente ao juízo criminal para informar e justificar suas atividades, manter endereço atualizado e comparecer a todos os atos processuais quando intimada.

A vereadora também está proibida de manter contato, por qualquer meio, inclusive redes sociais ou por intermédio de terceiros, com Francimary Coelho de Melo, Isabella Maria de Melo Ferreira, Francisco Leonardo de Castro Bezerra Melo e Rodrigo Pinto da Silva, devendo ainda manter distância mínima de 200 metros dessas pessoas.

  

Montante apreendido com a vereadora
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Outra medida estabelece que a parlamentar não poderá se ausentar da comarca onde reside por período superior a sete dias sem autorização judicial prévia.

A decisão determinou ainda a suspensão da atividade econômica da empresa Halya Tecnologias Educacionais e Soluções Empresariais Ltda., bem como o afastamento da investigada da função de administradora das empresas Melo & Silva Representações de Materiais de Construção Ltda., FCM Centro Veterinário Ltda. e LB & M Construções, Serviços e Soluções Imobiliárias Ltda., além de outras sociedades empresariais das quais eventualmente exerça administração.

Após o recolhimento da fiança, foi expedido o alvará de soltura em favor da vereadora. A Justiça advertiu que o descumprimento de qualquer das medidas cautelares poderá resultar na decretação de prisão preventiva.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal e será acompanhado pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público.

Alegou que montante era pra compra de imóvel

O A10+ obteve acesso ao depoimento prestado por Nalvinha onde ela afirmou que, além de ser vereadora, administra uma imobiliária e tem uma sociedade com o esposo em uma loja de matéria de construção.

O Relatório de Inteligência Financeira do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) destacou movimentações atípicas relacionadas à vereadora, entre anos 2025 e 2026, totalizando a quantia de R$ 2,8 milhões.

Ao ser questionada sobre a origem do valor e se tinha relação com a atividade privada ou pública, ela manifestou o direito de falar apenas em juízo. Ela afirmou também que o montante seria para a compra de um imóvel.