O golpe do falso advogado segue como a fraude digital mais frequente no Piauí. O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio do Procon/MPPI, alertou para o aumento de casos envolvendo criminosos que se passam por profissionais do direito para aplicar golpes financeiros. De acordo com o órgão, somente em janeiro deste ano, as vítimas perderam em média R$ 11 mil. Em um dos registros, uma única pessoa teve prejuízo de R$ 268 mil.
Na prática, os criminosos entram em contato com as vítimas, geralmente por meio do WhatsApp, se apresentando como advogados ou representantes de escritórios jurídicos. Eles informam sobre um suposto ganho de causa, liberação de valores judiciais ou indenizações e, em seguida, solicitam pagamentos de taxas, transferências via PIX ou pedem que a pessoa baixe aplicativos e acesse o banco. É nesse momento que os golpistas conseguem capturar dados bancários e efetivar as fraudes.
Segundo o Procon/MPPI, a sofisticação das abordagens e o uso de informações pessoais tornam o golpe ainda mais convincente, levando muitas vítimas a acreditarem na veracidade do contato. O órgão destaca ainda que nenhum advogado solicita depósitos antecipados para liberar valores judiciais sem que haja confirmação formal e documentação adequada.
Para evitar cair na fraude, a principal recomendação é desconfiar de mensagens informando ganhos de processos ou liberações de dinheiro de forma inesperada. O consumidor também deve evitar realizar pagamentos, instalar aplicativos ou fornecer dados bancários a contatos não verificados. A orientação é que qualquer assunto jurídico seja tratado diretamente com o advogado contratado, de forma presencial ou por canais oficiais previamente conhecidos.
Em casos de suspeita ou confirmação de golpe, o MPPI orienta que a vítima registre boletim de ocorrência na Delegacia Virtual da Polícia Civil do Piauí e procure o Procon ou a Defensoria Pública para receber orientações e tentar minimizar os danos.
Golpe do site falso
O Procon/MPPI também alertou para os golpes envolvendo site falsos, que também estão entre as principais ameaças. De acordo com o órgão, ferramentas de inteligência artificial permitem que golpistas criem, em poucos minutos, páginas falsas praticamente idênticas às originais, dificultando a identificação da fraude pelos consumidores. Esses sites fraudulentos aparecem frequentemente em anúncios de pesquisa e redes sociais, simulando portais de concursos públicos, lojas virtuais, planos de saúde e órgãos governamentais.
Confira a algumas dicas para evitar cair em golpes:
Contra sites falsos:
- Verifique o endereço completo do site (URL), evitando variações sutis como letras trocadas ou domínios diferentes;
- Confira os dados do beneficiário (nome e CNPJ) antes de qualquer pagamento por boleto, PIX ou transferência;
- Desconfie de anúncios em redes sociais e buscadores, pois podem ter sido criados por golpistas.
Contra o golpe do falso advogado:
- Desconfie de mensagens de WhatsApp informando ganho de causa ou liberação de valores;
- Nunca faça pagamentos, baixe aplicativos ou acesse seu banco a pedido de contatos não verificados;
- A melhor forma de se proteger é sempre tratar assuntos jurídicos pessoalmente com seu advogado.
Em caso de suspeita ou confirmação de fraude, o consumidor deve registrar boletim de ocorrência na Delegacia Virtual da Polícia Civil do Piauí e procurar o Procon/MPPI ou a Defensoria Pública para receber orientações.