A influenciadora digital Daay Carvalho se pronunciou, na sexta-feira (10), após ser alvo de uma operação que apura a divulgação de jogos de azar nas redes sociais. Em vídeo publicado para seus seguidores, ela afirmou que não foi presa e que recebeu, em sua residência, agentes da Justiça com um mandado de busca e apreensão.
Segundo Daay, a ação faz parte de uma investigação que ela considera legítima. A influenciadora declarou estar à disposição para colaborar com as autoridades e reforçou respeito ao trabalho da polícia.
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“Estou disposta a colaborar e agregar com toda essa investigação, que eu acho super justa. Tem que investigar mesmo, para saber se está tudo dentro da legalidade. Eu queria aproveitar aqui e agradecer toda equipe principalmente a delegada Rafaela pela forma que me tratou, pela forma que me explicou, pela forma que chegaram na minha casa”, afirmou.
Durante o pronunciamento, ela também destacou a forma como foi conduzida a abordagem policial, agradecendo à equipe envolvida. Daay mencionou, em especial, a atuação da delegada responsável pelo caso.
A influenciadora defendeu a legalidade das atividades que promove e afirmou que todas as campanhas divulgadas seguem regulamentação.
“Cada edição, cada campanha tem autorização da SUSEP [Superintendência de Seguros Privados]. Cada campanha que acontece é liberado pela SUSEP”, declarou. Ela concluiu dizendo que confia na Justiça para o esclarecimento dos fatos.
Assista ao vídeo
Influenciadora alvo de operação no Piauí
A Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil e Polícia Militar, deflagrou, na sexta-feira (10), a 4ª fase da Operação Laverna, em Parnaíba, litoral do Piauí.
Segundo as apurações, duas influenciadoras identificadas como Brunnah Carvalho e Daay Carvalho utilizavam perfis, em redes sociais, para divulgar plataformas ilegais de apostas, rifas virtuais e jogos de azar, como o chamado “jogo do tigrinho”. A estratégia envolvia ostentação de bens, promessas de ganhos rápidos e publicação de resultados supostamente lucrativos para atrair seguidores e induzir consumidores ao erro.
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O delegado Matheus Zanatta explicou que elas são investigadas desde 2024, e poderão responder por crimes de divulgação de jogos de azar, lavagem de dinheiro e estelionato contra o consumidor. Conforme os levantamentos, as duas mantinham grupos de mensagens para captação direta de apostadores, compartilhamento de links e direcionamento para plataformas ilegais. Há indícios de manipulação de resultados e utilização de contas simuladas para dar aparência de veracidade aos ganhos divulgados.
As apurações também apontam para uma estrutura financeira considerada atípica. A investigada Brunnah Carvalho teria movimentado aproximadamente R$ 1.178.952,25, em 14 contas bancárias diferentes, enquanto Daay Carvalho movimentou cerca de R$ 1.054.886,88 milhão em 9 contas, valores considerados incompatíveis com as atividades formais declaradas.