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Atualizada às 12h38
A Polícia Civil prendeu um homem identificado como Kassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos, por ameaçar e perseguir uma juíza do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). O indivíduo, localizado no bairro Dirceu na zona Sudeste da capital, é investigado em um processo por homofobia e passou a cometer ataques contra a magistrada, que foi responsável pelo caso.
O delegado Tales Gomes afirmou, em entrevista ao A10+ e TV Antena 10, que o homem, no momento da prisão, confessou as ameaças e afirmou que não queria ser ouvido por uma delegada mulher.

TV Antena 10
"Desde o ano passado, ele vem sendo investigado em processos por conta de homofobia. Esses processos já estão em trâmite no Poder Judiciário. Uma das juízas que está atendendo esse processo está sendo ameaçada, caluniada e perseguida pelo Kassimiro. A nossa estratégia era apresentá-lo à Delegacia de Proteção à Mulher, mas ele já disse logo que não aceitava ser ouvido por uma delegada mulher, tinha que ser homem. Eu comuniquei à delegada, ela me passou as perguntas que deveriam ser feitas e aqui na delegacia-geral nós procedemos ao interrogatório dele", explicou.
Em um dos casos, conforme apurado pela polícia, ele chegou a ir ao fórum e fez diversas ofensas contra a magistrada, além de enviar mensagens através do número pessoal dela.
"Ele foi ao fórum, procurou a juíza, caluniou e difamou a juíza na frente de várias pessoas, questionando a condução do processo. Além disso, conseguiu o telefone pessoal da juíza e passou a mandar áudios e mensagens com tom ameaçadores e com a questão também de calúnias e difamações. Por conta disso, foi instaurado um novo procedimento, que apura crimes contra a honra e a questão do stalking", explicou.
Caso de homofobia
O delegado explicou que o processo de homofobia teria como vítima o próprio irmão do suspeito. "É uma divergência seríssima contra um irmão dele, que decorre da divisão de uma casa, que é de herança, e por conta da orientação sexual do irmão, gerou todas as agressões. Ele também acusa o irmão de outras coisas", afirmou.
Agressividade contra autoridades policiais e imprensa
Quando iniciou a investigação do processo de homofobia, o indivíduo passou a coagir policiais, inclusive a delegada responsável pelo caso. No momento da condução da prisão, ele teria também agido de forma agressiva contra profissionais da imprensa.

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"No primeiro inquérito de homofobia, lá na Delegacia de Direitos Humanos, ele teria coagido os policiais, teria ameaçado a delegada, presidente do procedimento, e ela se sentindo insegura para proceder à continuidade das investigações. Ela comunicou ao delegado-geral, que me nomeou em caráter especial. A gente já conhece o investigado pela agressividade dele, a gente procurou até extrair ele da casa dele sem dizer que era uma prisão ainda. A gente só cumpriu a busca e pediu para ele acompanhar a gente aqui, mas a gente teve que usar algema por conta dessa agressividade com os colegas da imprensa e até mesmo para resguardar a integridade física dos policiais que fazem a condução dele", destacou.
Condenação por atentado violento ao pudor
O delegado Tales afirmou que Kassimiro já respondeu por atentado violento ao pudor, que teve uma criança como vítima. "Ele já ficou no presídio nos anos 2008 e 2009. Era uma criança que ele tinha acesso e esse processo é do Ceará", concluiu.
Fonte: Portal A10+