Homem preso por ameaçar juíza já havia gravado vídeo com ataques a autoridades e homossexuais: “bando de moleques” - Balanço Geral Piauí
Balanço Geral Piauí
INVESTIGADO

Homem preso por ameaçar juíza já havia gravado vídeo com ataques a autoridades e homossexuais: “bando de moleques”

No momento da prisão, Cassimiro confessou as ameaças e afirmou ainda que não queria ser ouvido por uma delegada mulher


📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.

Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos, preso nesta terça-feira (22) por ameaçar e perseguir uma juíza do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), aparece em vídeo, datado de abril deste ano, fazendo uma série de ataques contra autoridades e afirmando não ter medo de ser preso.

Na gravação, ele questiona a atuação da Justiça, critica o presidente Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal e afirma que não recuaria diante das investigações. Em outro trecho, faz declarações contra homossexuais e afirma, sem apresentar evidências, que haveria uma tentativa de influenciar crianças nas escolas.


“Pode encher de polícia na minha porta e me levar para onde for, mas eu vou dizer na sua cara e na cara de quem quiser, promotor, juiz, advogado, quem for. Se quiser mandar me prender, eu penduro os 'ovos' na grade e fico lá, o cidadão preso até quando vocês quiserem. Mas eu não vou arregar um segundo do que eu vou falar.”

Em outro trecho, ele critica a atuação de integrantes do Judiciário e menciona o presidente Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal.

“Bando de moleques, a Justiça não é feita por homens sérios, é feita por moleques. Ou vocês pensam que eu não estou entendendo o que está acontecendo com o Lula e aquele bando de vagabundo lá do STF? Fazendo aqui o maior tumulto no meio da sociedade, dando amparo a um bocado de vagabundo que era para estar preso, preso.”

Na sequência, ele faz declarações ofensivas contra homossexuais e afirma, sem apresentar evidências, que haveria uma tentativa de influenciar crianças nas escolas.

“Porque dizem que a homossexualidade é uma coisa sadia, não é doença. É doença, sim, a partir do momento que você vive querendo mandar na capacidade, na percepção de outras pessoas, alterando o que é natural para oferecer um artificial em nome do mimimi de meia dúzia (...) é doentio. Bando de doentes. Vive dentro das escolas induzindo crianças à homossexualidade, achando que é normal, e não presta atenção no processo de adultização que está acontecendo.”

Segundo o delegado Tales Gomes, a investigação de homofobia envolve justamente uma divergência entre Cassimiro e o próprio irmão. O conflito teria relação com a divisão de uma casa de herança e com a orientação sexual do familiar. 

“Eu quero entrar dentro da minha casa e morar, é herança minha. Só que ele vive com mimimi, e vocês estão me enforcando, me achacando, botando debaixo do pé, exigindo respeito. Respeito se conquista, não se impõe não”, diz Kassimiro no vídeo.

Ataques à juíza

De acordo com Tales Gomes, Cassimiro passou a atacar a juíza responsável pelo processo. Ele teria ido até o fórum, feito ofensas contra a magistrada e conseguido o número pessoal dela, passando posteriormente a enviar mensagens e áudios.


"No primeiro inquérito de homofobia, lá na Delegacia de Direitos Humanos, ele teria coagido os policiais, teria ameaçado a delegada, presidente do procedimento, e ela se sentindo insegura para proceder à continuidade das investigações. Ela comunicou ao delegado-geral, que me nomeou em caráter especial. A gente já conhece o investigado pela agressividade dele, a gente procurou até extrair ele da casa dele sem dizer que era uma prisão ainda. A gente só cumpriu a busca e pediu para ele acompanhar a gente aqui, mas a gente teve que usar algema por conta dessa agressividade com os colegas da imprensa e até mesmo para resguardar a integridade física dos policiais que fazem a condução dele", destacou.

No momento da prisão, o delegado informou que Cassimiro confessou as ameaças e afirmou que não queria ser ouvido por uma delegada mulher. O interrogatório acabou sendo realizado por um delegado homem. Durante a condução, foi necessário utilizar algemas devido ao comportamento agressivo do investigado.


O delegado também informou que Cassimiro já respondeu a um processo por atentado violento ao pudor, que teve uma criança como vítima, no Ceará. Segundo Tales Gomes, ele ficou preso entre 2008 e 2009. “Ele já ficou no presídio nos anos 2008 e 2009. Era uma criança que ele tinha acesso e esse processo é do Ceará”, concluiu.

Fonte: Portal A10+


Dê sua opinião:

Sobre a coluna

Sob o comando de Beto Rego

Sob o comando de Beto Rego

De segunda a sexta, às 11h30 da manhã

Fique conectado

Inscreva-se na nossa lista de emails para receber as principais notícias!

*nós não fazemos spam

Em destaque

Enquete

Qual conteúdo você gosta de acompanhar no A10mais?

ver resultado