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Operação Chip Falso: ex-funcionária de operadora que estava foragida por fraude em linhas telefônicas é presa em Teresina

Suspeita de integrar organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas se apresentou às autoridades e teve o mandado de prisão cumprido


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A ex-funcionária de uma operadora de telefonia, investigada por integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, foi presa nesta quinta-feira (30) após se apresentar às autoridades em Teresina. Ela era considerada foragida da Justiça e tinha um mandado de prisão em aberto.

Segundo as investigações, a suspeita teria participado de um esquema criminoso que utilizava a titularidade de linhas telefônicas de vítimas para aplicar golpes. A troca irregular da titularidade permitia que os criminosos acessassem aplicativos bancários e outros serviços vinculados aos números de telefone, facilitando a prática de crimes.

  

Operação Chip Falso: Ex-funcionária de operadora que estava foragida por fraude em linhas telefônicas é presa em Teresina
TV Antena 10
   

De acordo com o delegado Humberto Mácula, a investigada tinha a função de recrutar pessoas para fornecerem seus dados e possibilitar a transferência irregular de linhas telefônicas para integrantes da organização criminosa. O delegado explicou ainda como o esquema funcionava e quais tipos de golpes eram aplicados após a fraude.

"Ela fazia a captação de pessoas, principalmente ali no bairro do Monte Castelo, aqui em Teresina, para receberem essa titularidade de linhas telefônicas não autorizadas. Então, você imagina que a pessoa estava no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, com sua linha telefônica e, de repente, ela perdia a linha telefônica. E a linha telefônica era transferida para um criminoso aqui no Piauí. E, a partir do momento que essa linha telefônica era transferida, eram feitos vários tipos de golpes, como falso parente, falso advogado, inclusive a obtenção de códigos de verificação em duas etapas, por exemplo, do gov.br", disse o delegado Humberto Mácula.

O delegado também comentou que o fato de a suspeita ter decidido se apresentar espontaneamente às autoridades não interfere no andamento das investigações. Segundo ele, essa circunstância poderá ser considerada futuramente pela Justiça, mas o trabalho policial seguirá normalmente.

"Isso [ela se apresentar voluntariamente] futuramente será avaliado pelo Judiciário, mas, para nós, a investigação não muda absolutamente nada. Ela se apresentou espontaneamente com o advogado, cooperou com a investigação, deu algumas informações, mas a investigação segue a sua trajetória natural", explicou Humberto Mácula.

  

Operação Chip Falso deflagrada em Teresina
Divulgação
   

Além da ex-funcionária, a Polícia Civil também investiga pessoas que forneceram seus dados pessoais para viabilizar a abertura ou transferência das linhas telefônicas utilizadas no esquema criminoso. Conforme o delegado, os envolvidos estão sendo intimados para prestar esclarecimentos e, até o momento, relataram que recebiam dinheiro em troca do fornecimento dos cadastros.

"Estamos intimando as pessoas que forneceram seus cadastros para que expliquem aqui no departamento o porquê disso. Algumas já compareceram, inclusive informando que recebiam valores para fornecer os seus cadastros. Todas elas, até agora, quando chegaram, sabiam para que estava sendo feito, que era para um acesso a uma operadora de telefonia, e arriscaram entregar os seus cadastros. Então, a gente trata isso como um dolo eventual, correram o risco. Se estão entregando seus dados, estão entregando suas selfies, e não sabem o que está acontecendo, provavelmente a pessoa tem que supor que, para uma coisa boa, não é", afirmou o delegado.

Entenda o caso

No dia 15 de julho, a Polícia Civil do Piauí deflagrou a Operação Chip Falso, que desarticulou uma associação criminosa estruturada na prática de fraudes eletrônicas e invasões de sistemas informáticos e prendeu 10 pessoas em Teresina.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), e cumpriu 30 mandados judiciais. Além de prisões, os policiais apreenderam aparelhos celulares e computadores.

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Fonte: Portal A10+


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