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A Prefeitura de Teresina lançou, nesta segunda-feira (10), a edição 2026 do Orçamento Popular, iniciativa que amplia a participação direta da população na definição de obras e serviços considerados prioritários para os bairros da capital. Retomado pela gestão municipal, o programa permite que as comunidades, por meio de suas entidades representativas, participem da escolha dos investimentos que poderão ser incorporados ao orçamento do município.
Para esta edição, serão destinados R$ 30 milhões em recursos públicos, que serão utilizados para atender às demandas apresentadas pelas comunidades. Durante o lançamento, o prefeito Silvio Mendes destacou que a proposta é permitir que a própria população organizada indique as necessidades que ainda não foram contempladas pelo poder público.

"Nós vamos colocar à disposição deles 30 milhões de reais de recurso público e dizer o que é que eles estão querendo que nós não fizemos. E aí é um conselho de controle social; pegar dinheiro público que a comunidade organizada naturalmente vai dizer o que é que a comunidade precisa que nós não fizemos", disse o prefeito Silvio Mendes.
O Orçamento Popular volta a ser realizado em Teresina após praticamente sete anos de ausência. Segundo a Prefeitura, a nova edição foi remodelada e prevê a aplicação dos R$ 30 milhões entre 2026 e 2027, contemplando diferentes regiões da capital e também a zona rural.
"É um total de 30 milhões distribuído pelas zonas sul, norte, leste, centro e sudeste. E também, naturalmente, a zona rural", explicou o prefeito.
A previsão é de que R$ 15 milhões sejam destinados para execução em 2026 e outros R$ 15 milhões para 2027. A população poderá indicar quais obras e serviços considera mais necessários para cada comunidade.
Durante o lançamento do programa, moradores também apresentaram algumas das principais necessidades enfrentadas nos bairros. Entre as demandas citadas estão obras de asfaltamento e calçamento, que aparecem entre as prioridades apontadas pela população.
O processo de participação é dividido em quatro etapas. A primeira consiste no cadastro das entidades comunitárias interessadas em participar do programa.
Em seguida, são realizadas as assembleias zonais, nas quais as comunidades definem uma proposta prioritária para o bairro e escolhem seus representantes. Depois, ocorre a votação nos fóruns digitais, etapa em que são eleitos os conselheiros do Conselho Municipal do Orçamento Popular (COMOP) e definidas as propostas mais votadas.
Por fim, o conselho analisa a viabilidade técnica das propostas aprovadas e acompanha a execução das obras e serviços escolhidos pelas comunidades.
Fonte: Portal A10+