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O Ministério Público do Piauí abriu investigação para apurar um possível débito de R$ 1,65 milhão envolvendo empréstimos consignados de servidores da Prefeitura de Canto do Buriti. A apuração busca esclarecer se valores descontados diretamente nos contracheques dos trabalhadores deixaram de ser repassados às instituições financeiras.
De acordo com o procedimento instaurado pelo promotor Bruno Cardoso de Sousa, a denúncia aponta que o município teria acumulado uma dívida de aproximadamente R$ 150 mil com a Caixa Econômica Federal e cerca de R$ 1,5 milhão com o Banco do Brasil.

Segundo o relato encaminhado à Ouvidoria do Ministério Público, servidores contrataram empréstimos consignados — modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente no salário. No entanto, apesar do desconto na folha de pagamento, os valores supostamente não teriam sido repassados aos bancos.
Se a situação for confirmada, o problema é grave: o servidor paga a parcela, mas o banco registra a dívida como não quitada, o que pode resultar na negativação do nome do trabalhador mesmo sem ele ter deixado de pagar o empréstimo.
A denúncia também levanta suspeitas sobre possíveis relações envolvendo um gerente do Banco do Brasil no município, Gustavo Moura Chaves. Segundo o relato apresentado ao Ministério Público, ele seria eleitor declarado da atual gestão municipal.
O documento ainda aponta que uma empresa chamada Casarão Construções, registrada em nome de Mauro de Moura Chaves Filho — primo do gerente — possuiria contratos milionários com a prefeitura, o que também passou a integrar o conjunto de fatos que deverão ser analisados pela promotoria.
Antes de instaurar o procedimento preparatório, o Ministério Público chegou a solicitar explicações à prefeitura, mas, segundo o processo, não houve resposta dentro do prazo.
A investigação agora busca esclarecer se houve falha no repasse dos valores descontados dos servidores, qual a responsabilidade do município e se existem outros fatos que precisam ser apurados no caso. Caso as suspeitas sejam confirmadas, a situação pode revelar um prejuízo direto aos servidores, que teriam seus salários descontados sem que os pagamentos fossem efetivamente quitados junto às instituições financeiras.