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NOVOS DETALHES DE OPERAÇÃO

Movimentação de R$ 100 milhões, ostentação de empresário e cerca de 70 vítimas: tudo sobre a operação envolvendo a DF Group no Piauí

Investigações apontam que o principal investigado, Douglas Fonseca, ostentava um estilo de vida de luxo, transmitindo uma imagem de sucesso financeiro


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Uma operação integrada das forças de segurança do Piauí desarticulou, nesta sexta-feira (10), um grupo suspeito de aplicar golpes financeiros por meio da empresa DF Group, do empresário Douglas Fonseca, investigada por captar investidores com promessas de rendimentos de até 10% ao mês. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão, enquanto outros dois investigados seguem foragidos. Além das prisões, foram cumpridos cerca de 20 mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou a suspensão das atividades da empresa.

  

Douglas Fonseca, proprietário da DF Group Reprodução

   

Segundo o delegado Matheus Zanatta, o grupo é investigado pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e outras infrações relacionadas ao mercado financeiro. Também foram bloqueadas contas bancárias, valores e diversos bens para garantir eventual ressarcimento às vítimas. Entre os itens apreendidos estão relógios de luxo, veículos importados, como Porsche e Land Rover Discovery, além do pedido de sequestro de imóveis. 

De acordo com a investigação, a DF Group atraía investidores com a promessa de ganhos mensais de até 10%, utilizando um modelo semelhante ao de uma pirâmide financeira. Embora a empresa alegasse atuar com operações de trade no mercado de capitais, a Polícia afirma que ela não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nem do Sistema Financeiro Nacional para exercer esse tipo de atividade. 

  

Material apreendido Reprodução

   

As investigações apontam que o principal investigado, identificado como Douglas Fonseca, utilizava as redes sociais para exibir um estilo de vida de luxo, com fotos ao lado de carros importados, aviões, viagens internacionais e relógios de alto valor, criando uma imagem de sucesso financeiro para conquistar novos investidores. 

Segundo a Polícia Civil, parte dessa ostentação era forjada. Os investigadores afirmam ainda que o sistema apresentado aos clientes para demonstrar a rentabilidade dos investimentos era manipulado, exibindo lucros fictícios para convencer as vítimas a aplicar suas economias.

Grupo movimentou cerca de R$ 100 milhões

Com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Polícia estima que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 100 milhões nos últimos dois anos. Apesar de divulgar que atuava havia entre cinco e sete anos no mercado, a investigação aponta que os registros das empresas ligadas aos investigados são mais recentes. 

  

Grupo suspeito de golpes virtuais e lavagem de dinheiro é alvo de operação em Teresina Divulgação/ SSP-PI
   

Também há informações sobre investigações envolvendo o principal suspeito no estado de São Paulo, embora a Polícia Civil do Piauí ainda esteja levantando detalhes junto às autoridades paulistas.

Número de vítimas pode aumentar

Até o momento, a Polícia acredita que somente em Teresina existam cerca de 70 vítimas identificadas, mas esse número pode crescer nos próximos dias, à medida que novos boletins de ocorrência forem registrados. 

A Secretaria de Segurança Pública orienta que pessoas que investiram recursos na DF Group procurem qualquer delegacia ou utilizem os canais oficiais para registrar ocorrência. Segundo os investigadores, muitas vítimas ainda não haviam denunciado o caso por acreditarem que receberiam os valores prometidos.

Os presos passarão por audiência de custódia, enquanto o inquérito deverá ser concluído nos próximos dias. A Polícia também informou que pedirá a conversão da prisão dos dois investigados foragidos em prisão preventiva caso eles não se apresentem à Justiça. 

Fonte: Portal A10+


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