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A Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o inquérito da morte de João Evangelista Santana Silva, morto em março de 2023, no povoado Soinho, zona rural de Teresina, após ser sequestrado e executado por criminosos que se passaram por policiais. Os acusados, de iniciais I. H. dos S. F., T. L. C. da S. e R. A. O, foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, roubo majorado e organização criminosa. Dois dos indivíduos já estavam no sistema prisional e R. A. O, conhecido como “Ricardinho”, foi preso nesta terça-feira (24) na Vila Meio Norte, na zona Leste de Teresina.
Na época do crime, três indivíduos invadiram a residência da vítima se passando por policiais. Eles usavam roupas escuras e coletes com a inscrição “Polícia”. Após arrombarem o imóvel, agrediram João Evangelista por cerca de 20 minutos, roubaram dinheiro e o aparelho celular e, em seguida, o retiraram do local à força. Minutos depois, o corpo foi encontrado em via pública com múltiplos ferimentos causados por disparos de arma de fogo e golpes de instrumento perfurocortante.

De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado por vingança, já que a vítima havia atuado como testemunha em um processo criminal anterior no qual um dos indiciados foi condenado por homicídio. Também ficou caracterizado o recurso que dificultou a defesa da vítima, em razão da falsa identificação dos suspeitos como agentes de segurança pública.
À TV Antena 10, o delegado Natan Cardoso detalhou que a vítima já tinha sido alvo de uma tentativa de homicídio por ser testemunha de um caso envolvendo um dos acusados. A vítima do caso era sobrinho de João Evangelista.
“A vítima era uma testemunha em um outro caso de homicídio contra um desses envolvidos. Em razão disso também ele foi executado e já tinha, inclusive, sido vítima de uma tentativa de homicídio anteriormente à sua execução, que foi devidamente apurada no inquérito policial em trâmite aqui no DHPP. A vítima não tinha passagens criminais e a motivação realmente se enquadra apenas nessa situação de ela ser testemunha em um outro processo penal e também por ser parente dessa vítima desse outro caso de homicídio praticado por um desses indivíduos, de um desses três que foram presos na data de hoje”, contou.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Fonte: Portal A10+