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Caso Francisco Alan: delegado dá mais detalhes do crime após corpo ser encontrado no Piauí; possibilidade de novas prisões

O corpo da vítima estava enterrado em uma área de mata entre as cidades de Altos e Alto Longá


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O delegado Francisco Costa, o Barêtta, deu detalhes em entrevista à TV Antena 10 e o A10+ sobre o desaparecimento e morte do motorista por aplicativo, Francisco Alan Marques da Silva, de 27 anos. O corpo da vítima foi encontrado enterrado em uma cova, na noite dessa quarta-feira (08), em uma área de mata entre as cidades de Altos e Alto Longá. 


As investigações seguem e, segundo o delegado, novas prisões poderão ocorrer nas próximas horas. Durante operação, ontem, seis pessoas foram presas por envolvimento no caso. “Foram feitos todos os exames periciais necessários, aparentemente tinham três orifícios supostamente provocados por arma de fogo na região da cabeça e no tórax, dando uma indução de que realmente ele foi executado e o trabalho prossegue no sentido de que a gente possa esclarecer por completo todo esse crime, inclusive, outras pessoas deverão ser presas nas próximas horas. Nós vamos fechar o inquérito com todos os elementos para que não se tenha nenhuma dúvida e sustente qualquer argumento da defesa em prol desses marginais", afirmou.

O delegado confirmou que, pelo menos, um dos criminosos conhecia a vítima.  "Nós não podemos deixar de afirmar que em toda investigação de um crime contra a vida ou homicídio, um dos elementos essenciais é a identificação da vítima, ou seja, o perfil para que a gente possa delinear uma técnica de investigação a seguir. Alguns daqueles indivíduos tinham relação, conheciam a vítima, enfim, mas a motivação está sendo trabalhada", destacou.


O veículo de Francisco Alan, que ainda não foi localizado, estaria sendo utilizado para a realização de assaltos. "Nós estamos respondendo as sete indagações clássicas da investigação, da natureza jurídica do crime, seja um homicídio ou um latrocínio, porque eles pegaram o carro da vítima e foram cometer outros crimes, e usando inclusive a placa. Armas foram apreendidas e serão submetidas a exames balísticos para confronto com outros crimes, que estão sendo levantados, nessa investigação", concluiu.  

Corpo com marcas de tiros encontrado em cova

A equipe policial recebeu uma denúncia anônima sobre a localização de um corpo. No local, os agentes encontraram, com a ajuda de cães farejadores, o cadáver em avançado estado de decomposição em um buraco coberto por terra já compactada por causa das chuvas.  Este foi recolhido pelo Instituto de Medicina Legal (IML), onde familiares fizeram o reconhecimento.

Foram retirados três projéteis de arma de fogo da cabeça da vítima.  Segundo a polícia, Francisco tinha ligação com Luiz Neto, suspeito de integrar o PCC, preso na operação de ontem. Há detalhes de que um dos 6 detidos teria ido com a polícia até o local onde a vítima foi encontrada enterrada.

O corpo já foi liberado para velório e sepultamento na cidade de Alto Longá. O veículo da vítima ainda não foi localizado.

O desaparecimento

Francisco Alan Marques da Silva, de 27 anos, desapareceu no dia 30 de março deste ano após sair para fazer uma corrida na zona Leste de Teresina. Ao A10+, um familiar do motorista explicou que ele saiu de casa no turno da tarde e, após aceitar essa corrida, não deu mais notícias. Ele estava no carro com três passageiros e a última vez que manteve contato com a família foi por volta das 16h.

A dor da família

Familiares de Francisco Allan iniciaram uma campanha nas redes sociais em busca de informações que levem ao paradeiro do jovem. Em vídeo, a avó do motorista fez um apelo relatando que a família já estava há dias sem dormir e sem se alimentar adequadamente, diante da angústia e da falta de notícias. 

"Quem estiver com meu neto, pelo amor de Deus, devolva ele. Não queremos carro, não queremos nada. Já tem 5 dias que nós não dormimos nem comemos. Eu tô pedindo pelo amor de Deus, devolva ele aqui na porta de nossa casa. Eu só quero ele, só quero meu neto de volta", desabafou aos prantos.

Prisões de envolvidos no desaparecimento

A Polícia Civil do Piauí prendeu, nesta quarta-feira (08), seis pessoas suspeitas de envolvimento no desaparecimento do motorista por aplicativo. Durante as investigações, a polícia identificou que o carro da vítima estaria sendo utilizado na prática de assaltos na cidade de Campo Maior.


Em entrevista à TV Antena 10 e ao A10+, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou que todos os presos tinham algum tipo de ligação com a vítima desaparecida, o que reforça a linha de investigação adotada até o momento. No entanto, detalhes adicionais não foram divulgados para não comprometer o andamento do caso.

O que foi apreendido com os suspeitos?

Na operação, também foram apreendidas três pistolas, carregadores municiados e camisas semelhantes às utilizadas pelas polícias Civil e Militar. Conforme a investigação, os suspeitos utilizavam esses materiais para se passar por policiais e facilitar a prática de crimes.

Ainda de acordo com Barêtta, as buscas pela vítima continuam sendo realizadas de forma ininterrupta. Segundo o DHPP, o principal objetivo neste momento é localizar o homem com vida e dar uma resposta à família. 

Presos em operação da Polícia em Teresina Reprodução

   

"Fomos honestos e contamos tudo, nosso apelo é que ele seja encontrado", diz prima de motorista 

A prima de Francisco Allan, motorista por aplicativo desaparecido desde a última segunda-feira (30), usou as redes sociais para comentar sobre as buscas pelo jovem e fazer um apelo público. No vídeo, Patrícia Marques Abreu também rebate críticas direcionadas à família e destacou que todas as informações sobre o passado do primo foram repassadas às autoridades.

Ela afirmou que o receio ao expor o caso não estava relacionado ao histórico do familiar, mas sim ao sofrimento causado por julgamentos externos em um momento já delicado para a família.


"O meu maior medo ao expor o desaparecimento do meu primo na mídia não era descobrirem que ele não é santo, até porque quem de nós é? Era fazerem minha família sofrer duas vezes. Para muita gente não basta a dor que uma mãe sente ao não saber onde seu filho está. Quem condena toda a família por sofrer, quem condena o meu primo está chutando cachorro morto. Desde o primeiro momento com a polícia, sempre fomos honestos e contamos tudo para eles. O nosso apelo é que ele seja encontrado, vivo ou morto. Se ele estiver vivo e a polícia entender que ele precisa ser preso por algo que ele tenha feito, assim seja feito", disse Patrícia Marques.

Fonte: Portal A10+


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