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O Piauí alcançou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciada em 2016. O índice representa uma queda de 3,1 pontos percentuais ao longo dos últimos anos.
De acordo com os dados, 13,1% da população piauiense com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. O que representa uma queda de 3,1 pontos percentuais ao longo dos últimos anos. Ainda assim, o número permanece 8,2 pontos percentuais acima da média nacional, que ficou em 4,9% em 2025.

Com esse resultado, o Piauí divide com Alagoas o posto de estados com maior proporção de analfabetos no país, ambos com 13,1%. Na sequência aparecem Paraíba (11,6%), Ceará (11,1%) e Maranhão (10,9%). Em contraste, os menores índices foram registrados em Santa Catarina (1,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%).

O levantamento mostra ainda que a redução do analfabetismo no estado foi observada em praticamente todas as faixas etárias, com exceção da população idosa. Entre pessoas com 60 anos ou mais, houve aumento de 2,2 pontos percentuais, fazendo com que o índice chegasse a 35,2%, o maior do Brasil nessa faixa etária. Para efeito de comparação, no Rio de Janeiro, apenas 4% dos idosos são analfabetos.
Os dados também apontam desigualdades entre homens e mulheres. Embora tenha havido redução para ambos os sexos entre 2024 e 2025, o analfabetismo continua mais elevado entre os homens. No Piauí, 15% da população masculina é analfabeta, o maior índice do país. Entre as mulheres, a taxa é de 11,3%, a segunda maior do Brasil, atrás apenas de Alagoas (12,3%). Entre os estados brasileiros, o menor percentual de analfabetismo para a população feminina foi o observado no Rio de Janeiro, com 1,6% das mulheres analfabetas.

Fonte: Portal A10+