MOVIMENTO

Sintetro pede que TRT reconsidere liminar sobre frota de ônibus; greve é mantida em Teresina

Desembargador determinou circulação de 100% dos ônibus nos horários de pico na capital


O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário (Sintetro) recorreu da liminar do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI) que determinou a circulação de 100% da frota dos ônibus nos horários de pico durante a greve em Teresina. Mesmo com a possibilidade de multa, os motoristas e cobradores decidiram manter o movimento grevista ainda na quinta-feira (16).

O advogado da entidade sindical, Francisco Marins Junior relatou ao A10+ que o Sintetro pediu a reconsideração da decisão do desembargador Téssio Tôrres. Ele afirmou que os trabalhadores não descumpriram a decisão ao manter a paralisação nesta quarta-feira (15).

  

Sintetro pede que TRT reconsidere liminar sobre frota de ônibus; greve é mantida em THE Jade Araújo / A10+
   

O Sintetro alegou que ainda não recebeu nenhuma posição por parte da prefeitura ou Setut sobre o movimento grevista. Os trabalhadores buscam reajuste no salário e outros benefícios. Segundo Antônio Cardoso, os motoristas e cobradores estão sem receber há 45 dias.

"O Sindicato não está descumprindo nenhuma ordem judicial. A notificação da decisão chegou na entidade por volta das 7h da manhã e nela está dizendo que o sindicato tem um prazo de 24 horas para assegurar a frota estabelecida", disse.

O advogado citou ainda que a frota estabelecida pelo TRT de 100% nos horários de pico inviabiliza a greve dos trabalhadores. "Apresentamos nossa manifestação dentro desse processo, onde pedimos a reconsideração dessa liminar por entender que o percentual ali estabelecido inviabiliza o direito de greve dos trabalhadores”, destacou.

Marins Junior afirmou ainda que Sintetro também acionou o TRT-PI informando que os motoristas e cobradores de ônibus estão com os salários atrasados. O advogado pediu celeridade na apreciação da demanda dos trabalhadores.

  

Trabalhadores queimam pneus e interditam trecho da Av. Maranhão Jade Araújo / A10+
   

“Existem cinco empresas que até o presente momento sequer pagaram o salário desses trabalhadores relacionado ao mês de fevereiro. É importante que a Justiça também tenha celeridade para julgar o processo que o sindicato entrou contra essas empresas, porque fica muito difícil convencer um trabalhador a ir ao serviço sem o seu salário”, finalizou.

O que foi estabelecido?

Na decisão, obtida pelo A10+, o desembargador estabeleceu a circulação de 100% da frota nos horários de pico, sendo pelo menos três horas pela manhã (de 6h às 9h) e três horas no final do dia (de 17h às 20h), de segunda a sexta-feira, e, aos sábados, das 6h às 9h e das 12h às 15h. Nos demais horários e domingos a categoria deve assegurar o funcionamento de 80% da frota.

A decisão atende uma ação cautelar ajuizada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setut). O desembargador destacou que a greve de motoristas e cobradores compromete a prestação de serviços essenciais à população, como o transporte público e a saúde.

Os trabalhadores não aceitaram a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando foi proposto um reajuste de 6% nos salários, além de 20% no auxílio alimentação e 33% no auxílio saúde.

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Fonte: Portal A10+


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