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O Agente Secreto, filme que fez história por ser a única produção brasileira a ganhar dois prêmios no Globo de Ouro e receber quatro indicações ao Oscar 2026, não teve recursos da Lei Rouanet, principal programa de incentivo cultural do país.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa teve um orçamento total de R$ 27,1 milhões. Desses, a maior parte veio de incentivos dos governos da França, Alemanha e Holanda — cerca de R$ 14 milhões.

Do governo federal, a produção recebeu R$ 7,5 milhões provenientes de incentivos do Fundo Setorial do Audiovisual, administrado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), por meio de um edital.
Os recursos do FSA vêm de contribuições recolhidas pelos agentes do mercado, principalmente da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) e do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações.
Além disso, o longa também teve apoio de empresas brasileiras, que contribuíram com aproximadamente de R$ 5,5 milhões. Isso porque o formato não é contemplado pela Lei Rouanet, que financia apenas produção de média e curta-metragem.
‘O Agente Secreto’
No dia 12 de janeiro, O Agente Secreto e o seu protagonista, Wagner Moura, ganharam nas categorias Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator de Filme de Drama, respectivamente.
Nesta quinta-feira (22), o filme recebeu três indicações (Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Filme).
Wagner Moura também recebeu indicação de Melhor Ator.
Na trama, que se passa em 1977, Marcelo decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida, mas chega à capital pernambucana em plena semana de Carnaval.
Fonte: R7