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O delegado Matheus Zanatta comentou a condenação de Bruno Manoel Gomes Arcanjo, responsável pela morte do policial civil Marcelo Soares da Costa. O julgamento foi concluído nesta quinta-feira (12), e o réu foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão pelo crime.
Em relato, o delegado relembrou o momento em que recebeu a notícia da morte do colega. Segundo ele, a informação chegou ainda nas primeiras horas da manhã e mobilizou imediatamente uma equipe para buscar o corpo do policial e prestar apoio aos agentes que estavam na operação.

“Eu estava na academia quando recebi, nas primeiras horas da manhã, uma ligação informando que o policial Marcelo Soares havia falecido. De imediato, segui em uma aeronave para buscar o corpo do nosso colega Marcelo e trazer também a equipe que o acompanhava, todos ainda em estado de choque com o que havia acontecido. Era uma missão que deveria ser mais um dia normal de trabalho, mas terminou de forma trágica”, disse o delegado em publicação nas redes sociais.
Zanatta também destacou a trajetória profissional de Marcelo Soares dentro da Polícia Civil. De acordo com ele, os dois atuaram juntos no mesmo turno no Curso de Operações Táticas Especiais (COTE) e compartilharam momentos importantes da carreira policial.
“Marcelo era do meu turno no COTE. Fizemos juntos o tão sonhado curso de operações. Sempre foi um policial extremamente dedicado ao trabalho, à sua família e aos amigos. Com sua postura e compromisso, tornou-se uma referência para todos dentro da Polícia Civil”, completou o delegado.
Para o delegado, embora a condenação não repare a perda do colega, a decisão da Justiça representa um passo importante para trazer algum conforto aos familiares, amigos e companheiros de profissão do policial.
“A vida de Marcelo não será trazida de volta, mas a justiça foi feita. Essa condenação traz um pouco de alívio para todos nós que convivemos com ele e seguimos honrando sua memória todos os dias. Marcelo jamais será esquecido. Sua história permanece viva entre nós, e seu exemplo seguirá inspirando gerações de policiais”, finalizou.
O crime aconteceu em setembro de 2024. Na ocasião, policiais civis foram cumprir um mandado de prisão temporária contra Bruno Manoel Gomes Arcanjo, que reagiu à abordagem e recebeu a equipe a tiros. Um dos disparos atingiu o policial Marcelo Soares da Costa, que morreu em decorrência dos ferimentos.
Além do homicídio, o réu também foi condenado pela tentativa de homicídio contra outros três policiais que participavam da operação. Somadas, as penas chegam a 43 anos e 6 meses de reclusão.
Fonte: Portal A10+