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Atualizada às 11h31
O jornalista Erlan Bastos faleceu aos 32 anos neste sábado (17), em Teresina, no Piauí, onde estava internado no Hospital Natan Portella. A confirmação da morte foi feita pela NC TV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação, local em que ele atuava como apresentador do programa Bora Amapá, que estreou há 1 mês. Erlan também era responsável pelo portal Em OFF e teve como causa da morte a tuberculose peritoneal, uma manifestação rara da doença.
Bastos, considerado uma das revelações do jornalismo brasileiro, trabalhou em duas emissoras do Piauí: Meio Norte e O Dia TV, afiliada à Rede TV! Depois disso, se mudou para outro estado e, até então, apresentava um telejornal na hora do almoço na afiliada à Band no Amapá.

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Natural de Manaus (AM), Erlan construiu uma trajetória marcada pela superação e ganhou projeção nacional ao se destacar no jornalismo de entretenimento e de bastidores. Chegou a trabalhar também na afiliada à RECORD no Ceará. O jornalista, segundo imprensa do Amapá, já vinha relatando mal-estar a pessoas próximas e colegas de trabalho.

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Em dezembro, após piora significativa do quadro clínico, Erlan procurou atendimento médico de emergência, sendo submetido a avaliação e exames iniciais. Diante dos sintomas, os médicos decidiram mantê-lo internado para observação e investigação das causas das dores torácicas e abdominais.

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Erlan Bastos se tornou conhecido em todo o país por meio da cobertura de notícias sobre celebridades. Já atuou em grandes portais nacionais e, mais recentemente, vinha se dedicando integralmente ao seu projeto autoral, o Em OFF. Ainda não há informações de velório e sepultamento. Amigos e familiares estão consternados com o caso.
Em dezembro, Erlan Bastos passou mal no ar e foi internado às pressas no Hospital de Emergência (HE), em Macapá, após apresentar fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio. Ele havia estreado na afiliada à Band no Amapá há 1 mês.
A TV Cidade, afiliada à RECORD no Ceará, onde Erlan Bastos trabalhou, emitiu uma nota de pesar e lamentou a morte do profissional. O jornalista deixa a mãe, irmãos e o companheiro.
Erlan Bastos morou nas ruas por cerca de três meses e estourou no YouTube em 2018, com o canal Hora da Venenosa. Em 2013 foi repórter do programa Balanço do Dia da Rede TV! Manaus. Esteve também no Amazonas 24 Horas e fez o Hora do Veneno na TV Cidade. Em 2019, apresentou o Vida de Artista, na TV Meio Norte, e em 2020 foi contratado pela Record para apresentar Balanço Geral Ceará. Atuou ainda em veículos como SBT, Rádio Tupi, CNT, e Rádio Bandeirantes, entre outros.

Em nota, a NC TV Amapá lamentou a morte de Erlan Bastos e destacou o impacto deixado pelo jornalista no curto período em que integrou a equipe. De acordo com o comunicado, ele marcou o jornalismo do estado pela postura firme, pelo compromisso com a verdade e pela atuação no jornalismo investigativo e crítico.
Leia abaixo:
"Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado.
Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.
Sua presença era intensa, sua fala era direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre com o olhar atento às demandas da sociedade amapaense. Sua atuação elevou o debate público e reforçou a importância de um jornalismo independente, responsável e comprometido com o interesse coletivo.
A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação. Mas seu legado permanece vivo: nas reportagens, nas denúncias reveladas, na coragem que inspirou colegas e na consciência crítica que ajudou a despertar.
Erlan Bastos parte cedo demais, mas deixa uma história que não será esquecida. Nossa solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de trabalho e a todo o povo do Amapá."
Fonte: Portal A10+