Piauí registra mais de 1,9 mil ocorrências envolvendo vítimas LGBTQIAPN+ em 2025, diz SSP; Teresina lidera - Geral
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Piauí registra mais de 1,9 mil ocorrências envolvendo vítimas LGBTQIAPN+ em 2025, diz SSP; Teresina lidera

Pessoas entre 18 e 24 anos representam 25,65% dos registros, enquanto 65,52% das ocorrências envolvem vítimas de até 34 anos


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A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) divulgou, nesta quarta-feira (23), o 4º Boletim de Dados de Violência Contra a Pessoa LGBTQIAPN+ no estado. O levantamento reúne registros de ocorrências de 2025 e apresenta informações sobre o perfil das vítimas, os crimes registrados e a distribuição territorial dos casos.

Ao todo, foram analisados 1.949 registros de vítimas LGBTQIAPN+, distribuídos por 157 dos 224 municípios piauienses. O estudo foi elaborado pela Superintendência de Cidadania e Defesa Social (SUCID/SSP-PI) e pela Gerência de Análise Criminal e Estatística (GACE/SSP-PI).

  

Bandeira LGBTQIA+
Reprodução

   

Entre os crimes registrados, o estelionato aparece com a maior incidência, correspondendo a 24,73% dos casos. Em seguida estão ameaça (14,37%) e furto (12,67%). Também aparecem entre os crimes mais registrados injúria (6,93%), invasão de dispositivo informático (6,72%) e roubo (6,72%).

O boletim aponta ainda que a maior parte das vítimas é jovem. Pessoas entre 18 e 24 anos representam 25,65% dos registros, enquanto 65,52% das ocorrências envolvem vítimas de até 34 anos. A idade média registrada foi de 32,4 anos. Na distribuição por raça/cor, pessoas pardas e pretas somam 71,93% das vítimas. Em relação à orientação sexual, pessoas bissexuais correspondem a 30,89% dos registros, seguidas por gays, com 22,16%.

Teresina concentra maioria dos registros

A capital concentra a maior parte das ocorrências registradas no levantamento. Teresina contabilizou 1.029 casos, seguida por Parnaíba, com 176, e Picos, com 50. O boletim também detalha os locais onde as ocorrências foram registradas. As residências aparecem em primeiro lugar, correspondendo a 26,63% dos casos. O ambiente virtual vem na sequência, com 18,37% dos registros.

Segundo a SSP-PI, a publicação consolida a metodologia de coleta de dados iniciada em 2022, por meio do Protocolo Cidadão de Coleta de Dados de Violência contra a Pessoa LGBTQIAPN+.

Fonte: Portal A10+


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