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Uma enfermeira relatou ter sido vítima de assédio sexual e moral por parte de um médico dentro do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), localizado em Parnaíba, no litoral do Piauí. Após formalizar a denúncia, ela chegou a ser desligada do cargo, mas acabou sendo recontratada poucas horas depois.
Ao A10+, a advogada da vítima, Hellen Daniele, afirmou que, no momento, estão aguardando os procedimentos necessários por parte do hospital e também das autoridades policiais, que já iniciaram a investigação do caso.

Reprodução
Ela acrescentou ainda que uma ação judicial contra o hospital está sendo preparada, destacando que já foi aberta uma sindicância interna para apurar os acontecimentos.
“Nós vamos ingressar com uma ação cível e trabalhista para proteger a vítima de futuros prejuízos porque sempre a corda quebra pro lado mais fraco. Vamos entrar com ação de assédio moral e assédio sexual”, detalhou a advogada.
O que diz o HEDA
Em nota ao A10+, o hospital disse que após receber a denúncia o fato foi imediatamente encaminhado ao comitê de ética, que está conduzindo a apuração com responsabilidade e imparcialidade.
Veja a nota do HEDA
O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) recebeu a denúncia envolvendo suposto caso de assédio moral e sexual no âmbito da unidade e tratou a situação com a devida prioridade desde o primeiro
momento.
Em conformidade com os fluxos institucionais já estabelecidos, o caso foi imediatamente encaminhado ao Comitê de Ética, que conduz a apuração com responsabilidade, imparcialidade e respeito ao devido processo legal. Todas as partes envolvidas estão sendo ouvidas, incluindo testemunhas, para o completo
esclarecimento dos fatos.
Por se tratar de um processo em andamento, as informações são conduzidas sob sigilo, conforme a legislação vigente, garantindo a proteção das pessoas envolvidas e a adequada apuração.
O HEDA reafirma que situações dessa natureza são tratadas com seriedade e responsabilidade, e que não são compatíveis com o ambiente de trabalho que a instituição preza. Seguimos comprometidos com a promoção de um espaço seguro, ético e respeitoso para todos.
As medidas cabíveis serão adotadas a partir da conclusão da apuração.
Assessoria de Comunicação
Hospital Estadual Dirceu Arcoverde
COREN repudia
Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem também se manifestou e repudiou o fato, afirmando que está em contato com a vítima prestando todo suporte necessário diante da situação.
Veja a nota do COREN
O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) manifesta seu veemente repúdio a qualquer forma de assédio no âmbito do exercício profissional da Enfermagem e reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente seguro, digno e baseado no respeito mútuo.
A Autarquia informa que tratará a situação com responsabilidade e o rigor que ela exige, assegurando a devida apuração dos fatos, o direito à ampla defesa e a adoção das providências cabíveis.
O Coren-PI já está em contato com a profissional envolvida para dialogar sobre as medidas cabíveis e também se coloca à disposição para prestar orientação, acolhimento e acompanhamento necessário diante da situação apresentada. Ressalta-se que o assédio sexual é crime, conforme previsto no Lei nº 10.224/2001, que incluiu o Art. 216-A no Código Penal Brasileiro, sendo passível de responsabilização nas esferas legal e ética.
O Conselho lamenta profundamente o ocorrido relatado pela profissional e reforça seu compromisso com a prevenção e o enfrentamento de qualquer forma de assédio e discriminação, pautado na ética, na transparência e na valorização da Enfermagem.
Fonte: Portal A10+