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A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investiga o assassinato de Francisco Pereira Rocha, conhecido como "Chico Sapato", em 13 de janeiro, na cidade de José de Freitas, ao Norte do Piauí. O delegado Bruno Ursulino afirmou que o processo apontou os envolvidos caracterizando a participação de cada um deles no crime.
Os acusados, que integravam um grupo criminoso denominado "Tropa do G", acreditavam que a vítima teria repassado a localização deles para a polícia, após ocorrer uma operação na região para prendê-los. Eles teriam fugido do estado do Rio Grande do Norte e se esconderam na zona rural de José de Freitas.

"Nós temos um homicídio qualificado, tanto pelo motivo torpe como por tirar a chance da defesa da vítima também. A gente observa de forma clara que o Jefferson era o indivíduo que estava na garupa, estava utilizando um revólver calibre 38, e efetuou disparos, e a gente consegue mostrar que o Francisco Douglas, conhecido como Bigodinho, vinha pilotando, e também estava utilizando um revólver calibre 32, que também efetuou disparos contra a vítima, e o Francisco, tio do Francisco Douglas, que era conhecido como São Pedro, foi a pessoa que comunicou a presença da vítima na região, para que pudesse ter o deslocamento dessa dupla criminosa até a zona rural, para que naquele momento encontrasse com a vítima e pudesse executá-la", afirmou.
O mandante da morte de Chico Sapato seria Janildo Amaro de Oliveira, mais conhecido como "Galego", que morreu após reagir a uma abordagem policial integrada realizada na zona rural do município de Luzilândia, no interior do Piauí, em 27 de janeiro desse ano.
"A gente sabe que essa morte foi promovida por uma verdadeira organização criminosa, que era chefiada por pessoas do estado do Rio Grande do Norte, que ficaram escondidas ali na região da zona rural de José de Freitas, e que naquela região ficavam fazendo uma série de atos ilícitos. Eles imaginaram que a vítima seria a pessoa responsável por entregar a localização deles para as forças policiais, e por conta disso utilizaram da força bruta como retaliação para que pudessem seguir adiante com suas atividades ilícitas", destacou.

Segundo o delegado, as informações coletadas com as diligências sobre o caso serão compartilhadas com as demais forças de segurança para que possam subsidiar novas operações.
"Sobre a organização criminosa que foi responsável por isso, a gente consegue de fato apresentar para a justiça a necessidade da prisão de todos eles, e ao final a gente consegue mostrar, individualizando a conduta de cada um nesse ato específico, de modo que a justiça entendeu, assim como o nosso pedido, de converter as prisões em preventivas, para que eles possam permanecer presos. A gente vai compartilhar informações com outras unidades policiais, para que outras investigações possam transcorrer", concluiu.
As investigações apontam que a vítima seria uma pessoa inocente e também descartou que ele teria passado informações sobre os criminosos à polícia, o que teria motivado sua morte por ordem da facção.
Criminosos presos na operação:
- Francisco Douglas (Bigodinho) - piloto da motocicleta utilizada no crime;
- Jefferson Willyam (Padrasto de Bigodinho) - garupa da motocicleta utilizada no crime;
- Francisco Claudio (Tio de Bigodinho) - responsável pelo monitoramento da vítima, para posterior repasse de informações aos criminosos;
- Ivanete Alves (Mãe de Bigodinho) - presa com drogas
Ainda segundo o delegado, Bigodinho recebeu uma quantia de R$ 5 mil para realizar a execução. O padrasto, Jefferson, teve uma dívida de animais quitadas para ter participação no crime.

"Ele [Galego] oferece 5 mil reais para o Francisco Douglas, e oferece a quitação de uma dívida em animais que ele teria vendido para o Jefferson. E aí existe um tio do Francisco Douglas, que morava na região em que a vítima ficava, que ele avisa o piloto e o garupa para se deslocarem no momento em que viu a vítima passando na região. Então, eles se deslocam da zona urbana de José de Freitas até a zona rural, vão até a casa da vítima onde eles mantêm contato com parentes dele. Quando chegam lá na residência, eles perguntam pela vítima, os familiares informam que a vítima não está lá, mas apontam na direção da vítima, que já vinha descendo pela rua principal para dar acesso à sua residência. Então eles retornam, os dois descem da moto, estava um armado com revólver calibre 32, e outro armado com revolver calibre 38. E aí executam a vítima observada no sentido da zona urbana", explicou Ursulino.
Quem é "Galego"?
Janildo Amaro, conhecido como Galego, é o principal suspeito de ser o mandante do assassinato de "Chico Sapato". Ele era membro da facção "Tropa do G", que tem conexão com o PCC, e era foragido da Justiça do estado do Rio Grande do Norte. Galego foi morto durante um confronto com a polícia em uma operação na cidade de Luzilândia, Norte do Piauí.
Fonte: Portal A10+