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Após reunião e auditoria, os atendimentos oncológicos no Hospital São Marcos foram retomados nesta quinta-feira (23), e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciou o remanejamento dos pacientes que estavam na fila represada após a suspensão temporária dos serviços.
A situação foi discutida em reunião realizada nesta quinta-feira (23), com a participação da Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI), da FMS e do Ministério da Saúde, onde foram apresentados os achados na instituição e possíveis soluções. O Hospital São Marcos, porém, não participou do encontro.

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De acordo com portaria publicada, o Ministério da Saúde está destinando R$ 1,5 milhão ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), que será responsável pela aquisição de medicamentos e insumos que atenderão também ao Hospital São Marcos, garantindo o pleno funcionamento dos serviços.
Além disso, haverá ainda a reorganização da rede de oncologia no Piauí, que passa a contar com o Hospital Universitário (HU), o HGV e o Hospital Marques Bastos, em Parnaíba. Também existe a perspectiva de abertura de novos serviços nas cidades de Floriano e Picos. Agora os casos estão sendo referenciados para hospitais que também atuam na área, garantindo a reorganização da assistência e a continuidade dos tratamentos.
“Estamos empenhados em garantir que os pacientes tenham acesso ao tratamento de forma organizada e segura. A oncologia é uma prioridade e estamos trabalhando em conjunto com o Estado e a União para fortalecer essa rede de assistência”, destacou a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano.
As vistorias continuarão sendo realizadas e o Ministério da Saúde vai monitorar de forma permanente o processo de reorganização da rede, assegurando que os serviços funcionem de maneira regular e com qualidade.
Suspensão nos atendimentos
O Hospital São Marcos, em Teresina, suspendeu desde o último dia 03 o recebimento de novos pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi anunciada pela direção da unidade, que alega grave crise financeira e afirma não ter recursos suficientes para manter a assistência oncológica com o atual modelo de financiamento.
Durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (6), o diretor técnico do hospital, Marcelo Martins, afirmou que a instituição opera com um orçamento anual de aproximadamente R$ 72 milhões, o equivalente a cerca de R$ 6 milhões por mês. Segundo ele, o custo real de funcionamento supera R$ 120 milhões por ano, o que torna necessária uma complementação de cerca de R$ 4,5 milhões mensais para garantir o atendimento.
"O São Marcos precisa de um contrato que assegure tranquilidade financeira para continuar prestando o serviço necessário à população piauiense", declarou.
A direção destacou que o Hospital São Marcos é o único Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) do Piauí, habilitado para tratar todos os tipos de câncer pelo SUS.
Fonte: Portal A10+