MP expede recomendação para que FMS solucione irregularidades encontradas na UPA do Promorar - Saúde
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MP expede recomendação para que FMS solucione irregularidades encontradas na UPA do Promorar

Segundo MP, foi constatado no local o desabastecimento de medicamentos, mofo, infiltrações, sobrecarga dos trabalhadores, elevador quebrado e outros


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O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) expediu recomendação administrativa ao presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina para que sejam sanadas irregularidades que teriam sido encontradas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar.

Conforme o promotor de Justiça Eny Pontes, as inconformidades foram elencadas em relatório de fiscalização oriundo do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI), que apontou problemas como desabastecimento de medicamentos e insumos da unidade, e déficit na estrutura física e de pessoal, apresentando consultórios médicos precários, ar-condicionado e fechaduras das portas sem manutenção, torneiras quebradas, mofo, infiltrações, lâmpadas queimadas e cadeiras de atendimento sem ergonomia.

  

MP expede recomendação para que FMS solucione irregularidades encontradas na UPA do Promorar
Divulgação

   

Segundo o relatório, o déficit de profissionais estaria causando sobrecarga de trabalho e haveria médicos atendendo mais de 80 pacientes por plantão, quando a referência desejável normatizada pela Resolução CFM nº 2077/2014 seria de, no máximo, três pacientes a cada hora por médico.

Outro problema apontado foi a falta de papel para impressão no aparelho de eletrocardiograma (ECG). “O relatório do SIMEPI informou que pacientes precisam tirar fotos ou filmar o monitor durante a realização do exame, impossibilitando a correta avaliação pelo médico”, explicou Eny Pontes.

Também foram relatados a superlotação da UPA, com pacientes expostos em macas nos corredores e enfermarias fechadas; forte odor na Sala Verde; elevador quebrado; relatos de assédio moral aos profissionais médicos para aumentarem o número de atendimentos; acúmulo ilegal de função; demissão de médicos e servidores sem motivação e sem prévia notificação; demora na regulação dos pacientes; relatos de furtos dentro da UPA e nas redondezas; e repouso dos profissionais sem lençóis, com os colchões rasgados, camas quebradas e em número insuficiente.

Segundo o Ministério Público, para o pleno atendimento da recomendação foi estipulado o prazo de 30 dias.

Fonte: Portal A10+


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