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Um estudo recente publicado na revista Journal of Clinical Medicine mostrou que a rigidez lombar persistente nas primeiras horas do dia pode ser um dos primeiros sinais de hérnia de disco, mesmo antes da dor intensa surgir.
Pesquisadores liderados por Magdalena Rybaczek et al., analisaram padrões funcionais da coluna e identificaram que essa sensação de “travamento” matinal está associada aos estágios iniciais da degeneração discal e da compressão neural.

Primeiro aviso dado pelo corpo
A rigidez ao acordar sempre foi considerada um sintoma inespecífico. No entanto, o estudo mostra que, quando a rigidez dura mais de 20 a 30 minutos e se repete diariamente, pode refletir um processo inflamatório crescente no disco intervertebral. Esse fenômeno tende a melhorar apenas após a movimentação contínua, indicando que estruturas profundas da coluna estão sob estresse mecânico.
Além disso, diferentemente da dor muscular pós-atividade, essa rigidez aparece mesmo em dias de descanso, sugerindo um início silencioso de comprometimento discal.
Como a hérnia se forma dentro da coluna
Os discos intervertebrais funcionam como amortecedores entre as vértebras. Com o tempo, se sofrem degradação ou lesões, eles acabam ficando vulneráveis a rupturas. O estudo conduzido pelos pesquisadores demonstrou que microlesões repetitivas podem acelerar esse processo, especialmente em pessoas expostas a longos períodos sentadas, excesso de carga ou hábitos posturais inadequados.
Com o enfraquecimento dessas estruturas, parte do conteúdo gelatinoso interno pode deslocar-se e pressionar raízes nervosas, provocando dor que irradia para braços ou pernas. Esse padrão é típico da hérnia de disco lombar ou cervical.
Quando a dor exige atenção imediata
Embora a maioria dos casos apresentam melhora com tratamento conservador, alguns sinais merecem vigilância. Entre os mais importantes estão:
• Perda de força muscular
• Formigamento persistente
• Dor que não melhora com repouso
• Alterações na sensibilidade das pernas ou mãos
• Dificuldade para controlar esfíncteres
A presença desses sintomas indica que a compressão nervosa pode estar avançando, exigindo avaliação imediata.
Por que alguns pacientes têm crise e outros não
O estudo também destacou a influência de fatores como sedentarismo, excesso de peso, inflamação sistêmica, baixa ingestão de água e estresse crônico, elementos que favorecem o desgaste precoce dos discos. Além disso, predisposição genética e desequilíbrios musculares contribuem para aumentar o risco.
Outro ponto importante observado pela equipe é que a musculatura estabilizadora da coluna desempenha papel central na prevenção de crises. Quando esses músculos estão enfraquecidos, o disco sofre maior sobrecarga.
Tratamento conservador continua sendo a primeira escolha
Segundo os achados, a abordagem mais eficaz na maioria dos casos envolve:
• Fisioterapia especializada
• Fortalecimento do core
• Correção postural
• Melhora da qualidade do sono
• Hidratação adequada
• Redução de alimentos pró-inflamatórios
Essas medidas favorecem o alívio da dor e reduzem o risco de recorrência. A cirurgia é reservada para uma pequena minoria de pacientes, especialmente quando há déficit neurológico progressivo.
Estratégias práticas para prevenir a hérnia
Para proteger a coluna no dia a dia, especialistas recomendam:
• Evitar permanecer sentado por longos períodos
• Ajustar a altura da mesa e do computador
• Realizar pausas ativas
• Manter o peso sob controle
• Praticar atividades como pilates, hidroginástica ou treinos funcionais
A prevenção é especialmente importante porque, segundo o estudo, lesões iniciais muitas vezes passam despercebidas, tornando o monitoramento precoce essencial.
A pesquisa assinada por Rybaczek e colaboradores evidencia que a hérnia de disco é resultado de uma combinação de microagressões repetidas e fatores individuais. Isso reforça a importância de intervenções precoces, programas de fortalecimento e orientações personalizadas.
Fonte: R7