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O senador e presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, concedeu entrevista à TV Antena 10, nesta sexta-feira (13), onde comentou o cenário político no Piauí e no Brasil. Durante a entrevista, o parlamentar falou sobre a definição do pré-candidato da oposição ao Governo do Estado, a relação com o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, a possibilidade de apoio a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e também fez críticas à gestão do presidente Lula.
Ao abordar a disputa pelo governo do Piauí nas eleições de 2026, Ciro afirmou que a oposição deve anunciar o nome do pré-candidato até a Semana Santa. Segundo ele, a decisão levará em consideração a vontade do eleitorado e a capacidade de unir forças para enfrentar o grupo político que governa o estado há décadas. Os dois nomes que estão sendo avaliados pelo grupo são a ex-deputada Margarete Coelho e o ex-prefeito de Floriano Joel Rodrigues.
“Até a Semana Santa vamos estar com o nome do pré-candidato a governador definido. Quem vai escolher nosso candidato é o povo do Piauí, nós não iremos contra a vontade popular, até porque sabemos que para enfrentar um esquema tão forte que temos contra a gente, temos que estar unidos com a vontade popular”, disse o senador.
O senador também destacou a proximidade com o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, e disse que o gestor tem participado das conversas sobre a formação da chapa da oposição. De acordo com Ciro, o prefeito tem sido ouvido nas decisões e deve ter papel importante nas articulações políticas para o próximo pleito.
“O prefeito Sílvio Mendes é um grande amigo, um dos melhores amigos que tenho na vida. Já estive hoje tomando um café com ele, falando sobre o que ele está pensando para Teresina, os projetos que estamos nos engajando. Foi a primeira pessoa que eu ouvi para a gente tomar essa decisão a respeito da nossa chapa e ele já deu um direcionamento do que ele acha. Vai ser um grande condutor nesse processo eleitoral”, explicou à TV Antena 10.
Cenário nacional
Durante a entrevista, Ciro Nogueira também comentou o cenário político nacional e a possibilidade de apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O parlamentar afirmou que mantém diálogo com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e que o apoio dependerá da proposta política apresentada.
“É um diálogo permanente com o Flávio. Se ele vier para unificar esse país, olhar para frente, governar para todos, ele vai contar com nosso apoio. Estamos avaliando, vamos aguardar as suas propostas de governo. Somos um partido de centro, o Brasil está muito dividido, mas está muito cansado dessa disputa inútil. Se ele vier com esse discurso ele contará com nosso apoio. Ele é menos radical, é o Bolsonaro que se vacinou. Eu acho que ele tem tudo para fazer um grande governo, melhor do que foi o do pai”, afirmou Ciro Nogueira.

Apesar das especulações envolvendo seu nome em uma possível composição nacional, o senador descartou a possibilidade de disputar o cargo de vice-presidente. Segundo ele, sua prioridade é permanecer no Piauí e fortalecer o projeto político do grupo no estado, como a reeleição.
“Se tiver que optar entre o Brasil e o Piauí, mil vezes o Piauí. Jamais vou abandonar o meu estado. Aqui tem um grupo dominante há 25 anos e se eu sair da disputa no Piauí enfraqueceria ainda mais esse projeto político que a gente pensa em breve apresentar para o Piauí, propostas que possam mudar a realidade do nosso estado e eu quero estar nesse processo, ajudando o Piauí. É impossível eu ser candidato a vice [de Flávio Bolsonaro], fico muito honrado do meu nome ser lembrado. Eu acho que o melhor nome para indicar é o Ratinho ou o Zema, consolidaria a vitória dele”, disse.
Ciro também avaliou a gestão do presidente Lula e afirmou que, apesar de reconhecer avanços nos primeiros mandatos do petista, considera o atual governo negativo.
“Eu não quero mal ao presidente Lula, não é meu inimigo, temos ideias completamente divergentes em relação ao Brasil. Acho que ele foi um bom presidente nos dois primeiros mandatos e um péssimo presidente nos últimos três anos. Ele veio naquela época para combater a fome, a miséria e conseguiu, e agora veio apenas para trazer seu partido de volta sem apresentar nada de novo para o Brasil. Qual foi a grande obra que veio para o Piauí? O que mudou na vida das pessoas? Tudo que foi prometido não foi entregue; cadê o porto de Luís Correia, cadê o hidrogênio verde, cadê a navegabilidade do rio Parnaíba?”, finalizou.
Fonte: Portal A10+