A Polícia Civil do Maranhão identificou o motorista envolvido no acidente que resultou na morte de Francisco Willame dos Santos, ocorrido em março deste ano, na Ponte da Amizade que liga Teresina (PI) a Timon (MA). De acordo com as investigações, o veículo conduzido pelo suspeito colidiu com a motocicleta da vítima, que acabou caindo da ponte após o impacto. Francisco Willame não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Uma mulher que estava na garupa da moto sobreviveu à queda e foi socorrida com vida, sendo encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Timon.
À TV Antena 10, o delegado Michel Sampaio informou que o condutor se apresentou à polícia e prestou depoimento. Segundo ele, o motorista afirmou que seguia de Teresina para Timon no momento do acidente e alegou não ter ingerido bebida alcoólica ou qualquer tipo de entorpecente. Ainda conforme o delegado, o suspeito declarou que apenas sentiu um impacto lateral na traseira do veículo e não percebeu que a motocicleta havia caído da ponte. A defesa sustenta que o motorista só tomou conhecimento da gravidade do caso no dia seguinte.
“A princípio não fez ingestão de nenhum tipo de entorpecente ou bebida alcoólica e ele admitira que a motocicleta vieram se impactar, ou sentiu o impacto do veículo na lateral, atrás, mas não presenciou o momento da queda, não soube que houve uma queda para a ponte, abaixo da ponte, pensou que era uma batida simples e como o vão da ponte é bem estreito, ele continuou seguindo o caminho dele. Obviamente, aí nós temos que caracterizar a omissão de socorro, já que ele não parou, parou só mais à frente e só, segundo a tese de defesa dele, ele só veio tomar conhecimento do óbito e o ferimento no dia seguinte”, disse.
O delegado detalhou ainda a possibilidade de enquadramento por omissão de socorro, já que o condutor não parou imediatamente após o acidente. O veículo envolvido foi apreendido e encaminhado para perícia, onde devem ser coletados elementos que ajudem a esclarecer a dinâmica da colisão. Segundo o delegado, ainda são aguardados laudos técnicos, tanto do local do acidente quanto da análise do veículo para a conclusão do inquérito.
A princípio, o caso é tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar: “Nos faltam ainda alguns elementos probatórios, os laudos periciais tanto o laudo do acidente, o confronto com o laudo de vistoria. A fim de emitirmos a nossa opinião sobre o indiciamento. Muito provavelmente se caracteriza um homicídio culposo, mas alguns elementos ainda precisam de análise”, afirmou o delegado à TV Antena 10.
Os laudos periciais são aguardados. Após esse prazo, a Polícia Civil deverá emitir um parecer final e encaminhar o inquérito ao Ministério Público.