O coronel James Sean, comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar do Piauí, falou à TV Antena 10 sobre a morte do líder de uma facção criminosa conhecida como “Tropa do G”, identificado pelas iniciais J. A. de O. O criminoso morreu após reagir a uma abordagem policial integrada realizada na zona rural do município de Luzilândia, no interior do Piauí, na noite desta terça-feira (27).
Segundo o coronel, a ação foi resultado de um trabalho de inteligência e diligências realizadas ao longo de vários dias, com o objetivo de localizar o suspeito, considerado de alta periculosidade. Ele destacou que o homem possuía histórico de resistência a abordagens policiais e envolvimento com organizações criminosas.
“Nas diligências que aconteceram durante três dias, foi conseguido encontrá-lo. Pelo histórico dele de resistência à prisão e envolvimento com facções criminosas, não obedeceu ao comando dos agentes públicos, reagiu com arma de fogo e, então, foi necessária a reação a essa agressão injusta. Tivemos como resultado a morte desse criminoso faccionado do Rio Grande do Norte”, disse o coronel.
O coronel James Sean também explicou que o criminoso já havia sido localizado anteriormente na mesma região, mas conseguiu deixar o estado antes de ser capturado, retornando posteriormente ao Piauí.
“Em 2025, ele esteve nessa mesma região, retornou para o Rio Grande do Norte e agora tivemos a informação de que ele estava novamente no Piauí. Pediram nosso apoio e resultou nesse desfecho”, afirmou o coronel.
Ainda durante a entrevista, o comandante detalhou o extenso histórico criminal do suspeito, que atuava não apenas no Piauí, mas em diversos estados do Nordeste, sendo considerado um dos principais integrantes da facção criminosa.
“Em geral, ele praticava crimes como homicídios, tráfico de armas e drogas. Não tinha atuação só no Piauí, mas em praticamente todos os estados do Nordeste. Ele tinha mandados de prisão em vários estados. Tinha uma atuação forte em tribunais do crime, mas o que mais chamava atenção era seu nível de agressividade. Era linha de frente, tinha vários homicídios nas costas e, talvez, em razão disso, não tenha obedecido aos comandos da polícia no momento da sua prisão”, completou.
A Polícia Militar informou ainda que as investigações continuam, já que há indícios de envolvimento de outras pessoas ligadas à facção criminosa.
Entenda o caso
Segundo a polícia, o indivíduo era natural de Uiraúna, na Paraíba, e era considerado de alta periculosidade, sendo procurado por forças de segurança de diversos estados do Nordeste. O grupo criminoso que ele comandava tinha atuação predominante no município de Luís Gomes, na região do Alto Oeste potiguar.
O suspeito era investigado por crimes de extrema gravidade, incluindo cerca de 20 homicídios, além de envolvimento com o comércio ilegal de armas de fogo e entorpecentes, com ramificações em vários estados da região Nordeste.