"Ódio não tem justificativa": familiares de professor morto no DF realizam manifestação no Piauí e pedem condenação de assassino

João Emmanuel, filho do vice-prefeito de Isaías Coelho-PI, foi brutalmente agredido e pisoteado pelo criminoso no último dia 4

Atualizada às 12h54

Familiares e amigos do professor João Emmanuel Ribeiro, de 32 anos, morto brutalmente no Distrito Federal no último dia 4, realizaram uma manifestação em Isaías Coelho, interior do Piauí, para cobrar justiça e pressionar as autoridades pela condenação de Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos, acusado do crime. Ele confessou o assassinato e afirmou que, mesmo após desferir diversos socos e chutes, acreditava que a vítima não havia morrido.


Com cartazes e mensagens como “A vítima nunca é culpada” e “Ódio não tem justificativa”, o ato reuniu familiares, amigos e pessoas sensibilizadas com o caso, que pediram punição e o fim da impunidade. O acusado segue preso e foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil, associado à homofobia, e por motivo torpe, devido à extrema violência empregada contra a vítima.

 

Familiares e amigos pedem a condenação do acusado de matar filho de vice-prefeito de Isaías Coelho morto no DF
Reprodução

 

Durante a manifestação, o pai de João Emmanuel, George Moura, vice-prefeito de Isaías Coelho, destacou a dor da família e cobrou maior rigor nas leis para evitar que crimes semelhantes se repitam.

“Essa manifestação é um clamor da população por justiça, porque a nossa justiça hoje é falha. Apesar de o agressor estar preso, ninguém sabe até quando. Nós pedimos a condenação dele e leis mais severas, para que um crime tão brutal como esse não termine com o agressor solto daqui a dois ou três anos”, afirmou.


O tio da vítima, Everardo Moura, ex-prefeito do município, também se pronunciou e falou sobre a relação de João Emmanuel com a família. “João Emmanuel era uma pessoa do bem, que só fazia o bem às pessoas, que contagiava todos com seu jeito de ser. Ele foi tirado de forma brutal do nosso convívio. A indignação é muito grande, e a gente pede que a justiça seja feita para que outras famílias não sejam destruídas, como a nossa foi”, declarou.

O caso segue sob investigação, enquanto familiares e amigos cobram pela condenação do acusado.